
(18/08/2013) – Pioneira neste campo, a B.Grob está expandindo a prestação de serviços de reparo e manutenção de motofusos (eletromotor com fuso principal integrado) de máquinas- ferramenta. Segundo a empresa, o parque nacional de motofusos cresceu nos últimos anos, daí a necessidade de ampliação dos serviços.
“Somente nos últimos dois anos fornecemos mais de 150 motofusos. Hoje, , se estima que cerca de 500 motofusos estejam em operação no Brasil”, informa a empresa. Os motofusos estão entre os componentes das máquinas-ferramenta mais sujeitos a desgastes, seja pelos esforços de corte, das altas acelerações, desacelerações, trocas de ferramenta e também a danos causados pelas colisões entre ferramenta de corte e produto.
“Um motofuso em condições ideais de uso, deveria passar preventivamente por uma revisão completa, incluindo troca de rolamentos, entre 6 mil e 12 mil horas de trabalho. Ou seja, em um regime de 3 turnos de produção, entre 1 e 2 anos. Se estimarmos a quantidade de 500 fusos em trabalho sem um tratamento preventivo e ainda contando com os casos (fora da curva) de colisões, é fácil imaginar que em um determinado período de tempo poderemos ter uma grande sobrecarga em nossa oficina de reparos”, comenta Harry Pfeiffer, gerente do Service da Grob.
Pensando nisso, a companhia desenvolveu contratos de manutenção preventiva, seguindo os conceitos do “Lean Management”. Assim, de forma planejada, cliente a cliente, distribui-se estes “motofusos” na linha do tempo (takt), evitando os picos de demanda e diminuindo o tempo de espera pelo reparo. Segundo a Grob, além do reparo é estabelecido também um plano de controle periódico, no qual se estabelece um “mapa” da vida do “motofuso”. Após um ano já se tem material suficiente para programar melhorias de processo inclusive.
Junto ao contrato de manutenção preventiva de motofusos surgiram outros produtos, como contratos de manutenção preventiva da máquina, manutenção corretiva (técnicos full-time na planta do cliente), assim como contratos de fornecimento de pacotes de peças de reposição de forma programada.
“O que se observa é que devido à demanda muito flutuante fica difícil estabelecer estoques mínimos e máximos de peças de reposição, o que acaba levando os clientes a comprar em caráter de emergência de terceiros com qualidade e durabilidade inferiores e muitas vezes por preços ainda maiores”, destaca Pfeiffer. “Outro problema é que a dinâmica atual das máquinas exige, por exemplo, um cuidado especial na troca de componentes usuais como guias e fusos de esfera”. O objetivo desse conjunto de serviços, de acordo com o gerente, é o de aumentar o uptime do equipamento e poder tirar dele também o maior rendimento possível.
Na avaliação da empresa, os contratos possibilitam redução média de 25 a 30% dos preços praticados, devido à possibilidade de melhores negociações com os fornecedores de componentes, além de minimizar o número de horas extras para os reparos.
Para Pfeiffer, com a expectativa de crescimento do setor também será possível acomodar com maior facilidade os chamados clientes “stand-alone”, que não possuem quantidade de motofusos instalada que justifique um planejamento mais cuidadoso, porém são tão (ou até mais) dependentes de uma prestação de serviço de excelência.