
(04/08/2013) – A Trumpf alcançou o seu melhor resultado no mercado brasileiro no exercício 2012/2013, encerrado em junho. O desempenho na América do Sul, América do Norte e Ásia contribuiu para a fabricante de máquinas alemã bater o recorde global de faturamento em seus 90 anos de existência, com receita bruta de 2,35 bilhões de euros, 1% acima do exercício anterior.
De acordo com João Carlos Visetti, diretor-geral da Trumpf Brasil, apesar da retração no mercado brasileiro a receita da filial cresceu 5% graças ao aumento do market share e à ampliação do portfólio de produtos. “Temos mais da metade do mercado de máquinas laser. De cada cinco máquinas vendidas no Brasil, três são da Trumpf”, afirma. “No mercado de puncionadeiras já conquistamos a liderança em valores, mas ainda não em unidades”.
No exercício fechado em junho, a filial brasileira comercializou o primeiro projeto para deposição de material a laser do mercado brasileiro. O novo sistema vem substituir com vantagens o processo tradicional de deposição por solda, considerado menos preciso. “Com o laser é possível depositar materiais nobres e duros (e depois usiná-los). Além de ser mais preciso e econômico, não precisa gerar o eletrodo. O sistema trabalha com spray de pó”, explica Visetti.
Também no exercício passado, a empresa concretizou a venda do primeiro equipamento de solda híbrida no País, que combina o processo de solda convencional com o laser. Segundo Visetti, a vantagem desse sistema é a maior penetração, que possibilita soldar chapas de grandes espessuras sem a necessidade de soldar dos dois lados. Benefício que fica bem evidente quando se trata de grandes painéis para a indústria naval, por exemplo.
MERCADO – Visetti prefere não arriscar previsões sobre o atual exercício. Entretanto, apesar da retração na economia, diz ter boas expectativas com projetos em alguns setores industriais, como os de energia eólica, construção e movimentação de materiais e, em especial, na área de óleo e gás. “Com o aumento do índice de nacionalização exigido pela Petrobras, várias empresas estão investindo para produzir aqui o que antes era importado”, comenta.
Além disso, a empresa quer continuar crescendo com a conquista de maior participação no market share. Para tanto, a Trumpf Brasil está investindo na divulgação dos processos de corte a laser e do uso do laser como ferramenta de manufatura (irá promover um road show a partir de setembro) e na contratação e treinamento de uma equipe de engenharia de aplicação. “Um dos objetivos desse serviço é reforçar a importância da análise do custo de produção antes do investimento numa máquina”, informa Visetti. “A engenharia de aplicação realiza estudos para os clientes, por exemplo, sobre quanto custa fabricar uma mesma peça em diferentes equipamentos antes de se tomar a decisão de compra. Nem sempre o que parece mais barato é o mais econômico para a produção”.
