São Paulo, 02 de julho de 2026

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20/07/2013

Aumentam os custos das micro e pequenas indústrias

(21/07/2013) – O aumento de custo para as micro indústrias paulistas (com até 9 empregados) e as pequenas (de 10 a 50 trabalhadores), um universo de 200 mil unidades na atividade, chegou ao seu maior patamar em junho, com 54%, que tiveram aumentos significativos em maio (40%), tendo abril como referência. Os números foram levantados pelo Simpi – Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo.

A expectativa para o mês de julho é a de repetição do mesmo cenário, segundo 40% dos entrevistados. Paralelamente, recuou em junho a taxa dos que dizem que têm capital de giro mais que suficiente (de 11% para 3%), com destaque para as pequenas indústrias, onde a disponibilidade de dinheiro teve queda de 17% para 9%, segundo Joseph Couri, presidente do Simpi.

Analisando a pesquisa, o professor Edmundo Emerson de Medeiros, da Universidade Mackenzie, observa que cresceu o percentual de empresas que esperam aumentos nos custos de produção associados à matéria-prima e insumos. Em maio a maior preocupação estava associada aos custos de mão de obra e salários.

Medeiros comenta que prevalecem, na pesquisa de junho, três aspectos comuns à maioria das micro e pequenas indústrias que já haviam sido diagnosticados nas rodadas anteriores da pesquisa encomendada ao Datafolha pelo Simpi. “I) Ausência de política de crédito eficaz voltada para a micro e pequena indústria. II) Ausência, para a micro e pequena indústria, de medidas equivalentes às adotadas recentemente para as médias e grandes empresas, com vistas à redução da carga tributária incidente sobre a folha de salários. III) Ausência de medidas governamentais destinadas ao restabelecimento do equilíbrio concorrencial entre a micro e pequena indústria nacional e os produtos importados”.

Na opinião do professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, “os dados das pesquisas realizadas para o Simpi permitem a evidente e inevitável conclusão de que a completa ausência de uma política creditícia eficaz, voltada especificamente para a micro e pequena indústria, está asfixiando de forma lenta, porém implacável, um dos setores que mais empregam mão de obra no País”.

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