
(14/07/2013) – O Grupo IMC (Iscar, TaeguTec, Tungaloy, Ingersoll) resolveu investir para garantir o abastecimento de tungstênio para a produção das mais dez empresas do grupo que produzem ferramentas de corte. Para tanto, a corporação abriu duas novas frentes: a mineração de tungstênio e a reciclagem de ferramentas de metal duro.
Na área de mineração, em 2012, o grupo fechou parceria com empresa canadense Woulfe Mining para reabrir e modernizar as instalações da mina de Sandong, na Coreia do Sul. Essa mina, considerada uma das principais reservas de tungstênio do mundo, pertencia à Korea Tungsten Co. (hoje TaeguTec), e estava fechada desde 1992. Nas décadas de 1980 e 1990, o preço do tungstênio, assim como o de outras commodities metálicas, sofreu forte queda, devido a entrada da China nesse mercado – país que é hoje o maior produtor (e consumidor) de tungstênio. Nesses 20 anos, o valor do tungstênio no mercado internacional cresceu mais de 10 vezes. Nos últimos quatro anos o preço dobrou.
Dentro do Grupo IMC, essa operação está sendo coordenada por Moshe Sharon, que há cerca de dois meses deixou a presidência executiva da TaeguTec. O Grupo IMC está investindo US$ 80 milhões no projeto da mina de Sandong, que contará com o estado-da-arte em termos de instalações para processamento de tungstênio, segundo nota divulgada pela Woulfe Mining, e que deve entrar em operação a partir de 2014.
Simultaneamente o grupo também está investindo na reciclagem de metal duro. Para tanto, adquiriu no final de 2012 a Metal-Tech, empresa israelense especializada na tecnologia de reciclagem de metais e ferramentas de metal duro, para a obtenção de minerais nobres, como tungstênio e molibdênio.
“Esta pode ser considerada uma nova área de negócio do grupo”, diz Sharon, frisando que o principal objetivo do IMC é o de abastecer as suas empresas e não o de disputar o mercado de tungstênio. Para o executivo, “as atividades de mineração e reciclagem de metal duro certamente serão mais um diferencial do Grupo IMC dentro de 10 anos”.