São Paulo, 01 de julho de 2026

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09/06/2013

Abimei comemora 10 anos com discurso em favor da indústria

(09/06/2013) – O presidente da Abimei, Ennio Crispino, fez no último dia 5 de junho discurso em favor da inovação e da competitividade da indústria nacional, durante as comemorações dos 10 anos da entidade. Cerca de 200 empresários ligados a importação de máquinas e equipamentos industriais, câmaras de comércio e associações internacionais de manufatura estiveram presentes ao coquetel realizado no Anhembi, em paralelo à Feimafe, principal feira industrial da América Latina.

Crispino usou dados do último Ranking de Competitividade divulgado pelo International Institute for Management Development (IMD) e do PIB no primeiro trimestre de 2013 para pedir ao Governo investimentos em Inovação, com o objetivo de aumentar a competitividade da indústria nacional. Segundo relatório do IMD, o Brasil perdeu cinco posições em um ano, caindo do 46º para o 51º lugar entre os países mais competitivos do mundo; já o PIB cresceu somente 0,6% de janeiro a março, ante o mesmo período do ano passado.

Para Crispino, o Brasil precisa de investimentos urgentes em inovação tecnológica para produzir em escala suficiente para atender as necessidades do mercado interno e voltar a exportar produtos manufaturados. “É impossível aumentar a competitividade, sem investir em inovação tecnológica. Todos os outros entraves ao crescimento econômico do país, e que compõem o chamado Custo Brasil, não irão adiantar se não houver estímulo ao aumento da competitividade”, declarou.

Crispino criticou ainda as medidas protecionistas, adotadas pelo Governo a partir de outubro, quando houve o aumento do imposto de importação para 100 produtos, entre eles 35 bens de capital e insumos usados na indústria. “O Governo deveria ter a preocupação em coibir a importação indiscriminada de produtos manufaturados e já acabados – como, por exemplo, de autopeças ou produtos diversos em plástico e outros materiais, sejam eles itens de consumo ou peças técnicas. Deveríamos todos nos preocupar em que a manufatura voltasse a ser feita no Brasil ao invés de no México e China (…) Isso sim traria de volta, de forma bastante rápida e significativa, a produção de vários itens industrializados e, consequentemente, um enorme aumento na demanda por equipamentos, tanto nacionais como importados”, afirmou.

O presidente da Abimei ressaltou ainda que é um erro pensar que os importadores de bens de capital e meios de produção representam alguma forma de entrave ou prejuízo para o desenvolvimento da indústria nacional. “Somos importadores, mas somos brasileiros. Somos proprietários ou administradores de empresas brasileiras ou multinacionais presentes no Brasil. Empregamos brasileiros, geramos milhares de postos de trabalho na cadeia produtiva industrial, recolhemos centenas de milhares de Reais em impostos. E, sem qualquer parcialidade ou falsa modéstia, somos a única saída para o Brasil retomar a curva do crescimento sustentado, com inovação e competitividade”, afirmou, referindo-se ao avanço tecnológico representado por certos tipos de máquinas importadas, que aumentam expressivamente a produtividade e a qualidade das peças fabricadas.

Crispino afirmou que a Abimei está preparada para ajudar o Governo e representantes do setor industrial na “definição de uma política industrial séria que vise ao aumento da competitividade e da inovação industrial em nosso país”.

Para acessar a íntegra do discurso clique aqui

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