(08/11/2009) – Fundada há três anos em Caxias do Sul (RS) para produzir ferramentas especiais e cabeçotes para as linhas Dijet e Millstar, a ATT Ferramentas vem seguindo trajetória de desenvolvimento comercial e tecnológico. “Nossa grande preocupação é manter a qualidade e aumentar a produtividade”, explica Agostinho Sikelero, diretor da empresa, uma das integrantes do Grupo Alltech.
Sikelero conta que a ATT tem feito constantes esforços no sentido de otimizar os processos internos, visando a redução do tempo de produção das ferramentas. “As margens no mercado nacional são muito apertadas e não é possível repassar os custos para os clientes”, explica. Assim, após chegar à conclusão que os processos produtivos estavam extremamente enxutos, a alternativa foi investir em maquinário. “Optamos pela compra de um centro de usinagem Dahlih DMV 800, com dois 5º eixos e pallet, comercializada pela nossa co-irmã Alltech Máquinas”, conta o diretor. Em sua opinião, com os recursos da máquina será possível reduzir em até 50% o tempo de produção dos cabeçotes.
O diretor conta que os esforços da empresa têm sido compensados. “Já conquistamos a homologação da Millstar, dos EUA, e da Dijet, do Japão, podendo exportar nossos produtos (com as marcas desses clientes) para os mercados norte-americano e japonês”, conta. Outra conquista recente foi a de absorver a tecnologia da Dijet de nitretação dos cabeçotes produzidos em Caxias do Sul. O novo processo altera as propriedades de dureza superficial, desgaste, corrosão e resistência térmica dos cabeçotes, elevando a dureza para 1400HV. “Como resultado, há um desgaste menor do alojamento do inserto, mesmo depois de repetidas trocas”, explica.
Também recentemente a ATT deu outro salto tecnológico ao substituir o aço pelo metal duro na fabricação de seus porta-insertos e nas hastes roscadas. Graças a rigidez proporcionada pelo metal duro, as ferramentas podem trabalhar em velocidades maiores, de até 100% superior às de aço, garantindo maior vida útil do inserto utilizado.
Quanto ao mercado, o diretor explica que só recentemente os pedidos de ferramentas especiais estão retornando e gradativamente. “Voltamos a receber pedidos de cotações de especiais e já percebemos alguns sinais de reaquecimento do mercado”, diz, lembrando que o que manteve a produção da ATT foi a fabricação produção das ferramentas ISO para a Alltech, que se manteve num bom nível mesmo durante os períodos mais agudos da crise.