São Paulo, 01 de julho de 2026

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04/05/2013

Exportações do Brasil à China devem triplicar até 2021

(05/05/2013) – Pesquisa realizada pela Ernst & Young estima que até 2021 a venda de bens e serviços brasileiros ao exterior irá crescer de 50% a 100% em praticamente todos os setores de exportação do País. Nesse cenário, a China aparece como o principal parceiro comercial do Brasil, já que as exportações brasileiras para o país passarão de US$ 44 bilhões, em 2011, para US$ 125 bilhões em 2021.

De acordo com o estudo “Time to tune in: Latin American companies turn up the volume on global growth”, realizado em cooperação com a Oxford Economics, o mercado chinês em 2021será mais representativo para o Brasil do que Estados Unidos e América Latina combinados. Os três setores que experimentarão os maiores aumentos no volume de negócios serão metais, combustíveis brutos e minerais.

O estudo traz também dados sobre a estratégia de internacionalização de empresas brasileiras e aponta que atualmente 68% das receitas das empresas nacionais que operam fora do País vêm de países emergentes. “Esses países apresentam altas taxas de crescimento e oportunidades para desenvolvimento de negócios que têm atraído cada vez mais empresas, incluindo as brasileiras. Para elas, competir no exterior também é um passo importante para que ganhem competitividade e possam se diferenciar no mercado brasileiro”, comenta André Ferreira, sócio-líder de Mercados Estratégicos da Ernst & Young Terco.

Baseado em entrevistas com mais de 600 empresários do Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México, realizadas entre novembro e dezembro de 2012, o relatório aponta que a expansão para além das fronteiras nacionais é necessária para preparar as empresas para novos desafios domésticos e estrangeiros.

O estudo mostra ainda que a estratégia predominante das companhias brasileiras que investem no exterior é a aquisição de empresas nos países de destino. O fato de essas empresas adquiridas já estarem em conformidade tanto com as características do mercado local quanto com a regulamentação internacional explica esse movimento. Para adequar-se ao ambiente em países que contam com realidade bastante distinta da brasileira, as empresas têm buscado também diversificar seus cargos de gestão, atraindo profissionais com experiência profissional internacional.

Mais informações contidas no relatório:

* As empresas brasileiras vendem em larga escala tanto dentro quanto fora da região latino-americana, embora o comércio de mercadorias ainda seja responsável por apenas um pequeno percentual do PIB total. Só 35% dos entrevistados brasileiros, no entanto, possuem sedes físicas por meio de investimento direto em um ou mais mercados fora da América Latina;

* 50% dos brasileiros entrevistados realizam a maior parte de seus negócios internacionais na América do Norte; 40% esperam melhores oportunidades para operar na região nos próximos três anos;

* Os principais motivos que levam empresas brasileiras a operar em novos mercados, tanto dentro quanto fora da América Latina, são o alcance de novos clientes e a necessidade do aumento de vendas;

* As três principais preocupações de uma empresa brasileira ao selecionar um novo mercado são a estabilidade macroeconômica (69%), a qualidade da infraestrutura (56%) e a estabilidade política (51%);

* 61% dos entrevistados dizem que a identificação de parceiros de negócios confiáveis ​​é o maior desafio para uma empresa sediada no Brasil que pretende expandir-se internacionalmente;

* 66% das empresas brasileiras acreditam que tornar seu corpo diretivo representativo em termos de mercados globais é a mudança mais importante que terá de ser feita para ter sucesso em novos mercados, em segundo lugar na lista, com 55%, está tornar sua cultura corporativa mais internacional;

* Os participantes da pesquisa citam vendas e marketing (61%) e tecnologia da informação (49%) como as áreas funcionais que vão exigir as mudanças mais significativas para garantir o sucesso de seus planos de expansão internacional.

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