(28/04/2013) – A chegada do Inovar-Auto promete movimentar a produção, ainda tímida, de veículos turboalimentados no Brasil. A nova legislação que prevê redução de emissão de poluentes força as montadoras a tornar seus veículos menos poluentes e abre caminho para os fabricantes de turbos ampliarem a produção local e também trazer novas alternativas às montadoras locais.
Turbocompressores tropicalizados já foram apresentados por algumas fabricantes, como a Honeywell e a BorgWarner. Ambas as empresas pretendem dobrar a produção no País até 2016, quando calculam que o Inovar-Auto estará em seu auge.
Arnaldo Iezzi Júnior, diretor-geral da BorgWarner no Brasil, diz que são necessários dois anos para testes e adaptação dos novos produtos às características brasileiras, principalmente na questão do combustível, pois as composições são bastante diferentes. O que significa, para o diretor, que as montadoras estão atrasadas em relação aos pedidos e estudos de viabilidade.
O diretor lembra que a BorgWarner acaba de inaugurar fábrica em Itatiba (SP), estrutura que, em sua opinião, será suficiente para atender o crescimento da demanda por conta do Inovar-Auto.
Consumo deve triplicar – A expectativa da Divisão de Turbos da Honeywell é uma verdadeira revolução para o setor no Brasil. Até 2017, a empresa estima que o consumo de 500 mil turbos anuais triplique. Pelos cálculos da fabricante, a produção deve atingir 700 mil equipamentos até 2016, contra os 300 mil fabricados atualmente.
Para se preparar para a nova demanda, a empresa estuda um investimento que pode ir de US$ 5 a 10 milhões nos próximos quatro anos, incluindo a ampliação da fábrica em Guarulhos (SP). No momento, os turbos desenvolvidos para os veículos flex brasileiros estão em testes em três montadoras.
O cumprimento do índice de nacionalização é uma exigência que parte principalmente das montadoras e preocupa o Gerente de Negócios e Engenharia da Honeywell Turbo no Brasil, Christian Streck. “Vamos ter dificuldades para encontrar fornecedores no Brasil, principalmente em relação à carcaça aço inox”, diz. (Juliana Passos)