(14/04/2013) – No final de 2012, os fabricantes de ferramentas de corte previam bom desempenho para o setor no mercado brasileiro em 2013. As perspectivas de retomada do setor de caminhões, o provável aumento no setor de usinagem pesada e a manutenção do ritmo da indústria automobilística eram os principais motores do otimismo. Na prática, o primeiro trimestre mostrou que as expectativas estão se confirmando, embora num ritmo abaixo do que gostariam esperado por alguns fabricantes.
Eduardo Ribeiro, presidente da Iscar do Brasil, afirma que a expectativa da empresa com 2013 era e continua boa. “Embora não tenhamos atingido o resultado esperado, ficamos perto do nosso objetivo”, informa, acrescentando que o resultado superou o último trimestre de 2012 em 11%.
Em sua avaliação, o mais importante a se destacar é o aumento do nível de conscientização dos clientes brasileiros, que cada vez mais estão valorizando o diferencial técnico (produto + serviço). “Este fator tem nos proporcionado aumento de demanda e a conquista de bons projetos que refletirão significativamente nos próximos trimestres”, afirma. “Apesar de ter claro que 2013 não será um ano fácil, acredito que as expectativas são, sim, de um bom ano para a Iscar”.
Salvador Fogliano, diretor-presidente da Walter do Brasil, lembra que a expectativa da empresa para 2013 era de crescimento, mas só a partir do segundo trimestre. Porém, a filial brasileira tem registrado aumento do ritmo dos negócios desde o início do ano, obtendo melhores resultados a cada mês. “Inclusive abril já nos permite fazer projeções de que será superior a março”, informa.
Para Fogliano,”existe no mercado uma sensação de melhora da atividade, talvez ainda não na velocidade que muitos esperavam, mas a indústria automobilística se mantém firme e a indústria pesada e de caminhões retomaram o crescimento”. Na sua avaliação, 2013 será melhor que 2012. “Estou muito otimista e acredito que iremos alcançar os objetivos estipulados para 2013”.
Paulino Bueno, gerente-geral de Vendas da Mitsubishi, afirma que as expectativas de expansão estão se confirmando. “Fechamos o primeiro trimestre com crescimento de 15% em relação ao trimestre anterior e de 10% em relação ao primeiro trimestre de 2012”, informa. Em sua opinião, esse desempenho deve ser ainda melhor a partir da série de lançamentos programados para os próximos meses, com várias novidades para as áreas de torneamento, furação e fresamento.
Bueno comenta que as desonerações fiscais implementadas pelo governo, assim como as taxas de juros negativas para a compra de máquinas e a melhora do cenário externo estão contribuindo para a melhoria do desempenho do mercado brasileiro em 2013.
Sinais Contraditórios – “O primeiro trimestre foi muito instável. Foi melhor que o último trimestre de 2012, mas ficou abaixo da expectativa”, comenta Cláudio Camacho, presidente da Sandvik Coromant para a América do Sul e Central.
De acordo com Camacho, os sinais recebidos pela empresa do mercado são contraditórios: “Em um mesmo setor industrial, havia empresas que estavam investindo enquanto outras estavam colocando o pé no freio”. Assim, na sua avaliação, 2013 será de um ano crescimento, mas ainda não é possível dimensionar a tendência de expansão. “Vamos ter de esperar o segundo trimestre para ter uma visão mais clara da tendência”, observa.