
(24/03/2013) – Fabricante de ferramentas de corte com sede em Portugal, a Palbit tem investido pesado em sua estrutura com o objetivo de fortalecer sua presença no mercado mundial. Nos últimos três anos, por exemplo, a companhia duplicou sua capacidade de produção; expandiu a linha de produtos (antes focada em moldes e matrizes) para as áreas de furação e rosqueamento; lançou novas classes e geometrias; desenvolveu novos tipos de cobertura, como a Paltech (MT-CVD) e tem também investido na ampliação de suas filiais no mundo.
Segundo Jorge Ferreira, diretor Comercial da Palbit, os investimentos realizados têm permitido à empresa grande progresso, inclusive em mercados nos quais a Palbit tinha pouca expressão, como na Ásia e nos Estados Unidos. Para 2013, a companhia decidiu focar o mercado latino-americano, em especial Brasil e México.
Para o Brasil, onde mantém filial há quase uma década, a empresa tem planos ousados. “Nossa meta é triplicar o faturamento nos próximos três anos”, afirma Ferreira. Para tanto, a filial brasileira está sendo reestruturada. O primeiro passo foi a promoção de Fábio Caleiros ao cargo de gerente Comercial e Técnico no final do ano passado e a criação de uma equipe de vendas diretas.
“Desde o início deste ano contratamos seis técnicos experientes para atuar com vendas diretas em alguns mercados-chave”, conta Caleiros, acrescentando que também está criando uma rede de distribuição e ampliando a rede de revendas. “Nosso estoque local foi ampliado em 10 vezes”, diz, frisando que se trata de uma demonstração de que a empresa está preparada para atender ao aumento da demanda.
Portfólio ampliado – Caleiros explica que o portfólio da Palbit foi bastante ampliado nos últimos anos. Um dos destaques é que passou a contar com uma linha de furação e rosqueamento, lançada no ano passado. ”A linha de torneamento foi totalmente reformulada. A de fresamento foi ampliada. Entramos também no segmento de bedames; desenvolvemos novos raspadores de tubos (scarfing) e também ferramentas para a indústria ferroviária”, enumera o gerente.
Mas o grande diferencial, na opinião de Caleiros, foram os investimentos realizados na fábrica da Palbit, em Palhal, na região de Aveiro, em Portugal. A modernização do parque fabril, com novas máquinas, novos fornos e a introdução de novas tecnologias permitiram um grande salto no desempenho das ferramentas. “Essa nova estrutura permitiu que nossas novas ferramentas alcançassem performance similar e em alguns casos superior às das principais marcas do mercado mundial”, garante Caleiros.
Com o novo portfólio, a Palbit deixou de ser também caracterizada com uma empresa de nicho, no caso de ferramentaria. “Hoje temos soluções para uma gama muito maior de segmentos, em especial para a indústria aeronáutica, de óleo e gás, de autopeças e de usinagem pesada”, observa Caleiros. “Nossa meta é conquistar de 3 a 4% do mercado brasileiro de ferramentas num curto espaço de tempo”, afirma.