(20/01/2013) – Após quatro trimestres no vermelho, a Romi deve retornar ao azul ainda neste primeiro semestre. “É a perspectiva com que estamos trabalhando. Nossos estudos apontam para que voltaremos ao lucro logo”, afirmou Livaldo Aguiar dos Santos, presidente da empresa, em entrevista ao jornal Valor Econômico.
O que anima o executivo, segundo o jornal, é a retomada de pedidos ocorrida a partir de setembro. “A continuidade disso depende muito da continuidade do mercado, mas a gente está acreditando”, disse Santos, sem revelar números já que a empresa é de capital aberto e ainda prepara o balanço do quarto trimestre de 2012.
Entre janeiro e setembro de 2012, a receita líquida da Romi caiu 12,9%. No período, as três divisões de negócios (máquinas-ferramenta, máquinas para plástico e fundidos e usinados) registraram queda. O executivo avalia que o quadro atual, porém, é distinto, indicando a retomada dos investimentos. “Estamos vendo um movimento muito parecido com o que aconteceu depois de 2009, mas numa amplitude mais moderada e talvez isso seja bom; pode ser que haja uma sequência mais madura”, disse ao Valor, frisando que os clientes ainda mostram cautela, mas estão comprando mais equipamentos e fazendo planejamento de longo prazo.
O presidente da Romi lembrou ainda outro fator importante para companhia voltar a apresentar balanços positivos: a Burkhardt + Weber (empresa alemã adquirida pela Romi no final de 2011), respondeu por 16% do faturamento da Romi nos primeiros nove meses do ano passado, e com rentabilidade. Enquanto a companhia, como um todo, deu prejuízo, a B+W teve R$ 5,7 milhões de lucro líquido no período. Segundo Santos, as máquinas da B+W, usadas na fabricação de outros equipamentos, agilizam o processo produtivo – em alguns caos podem reduzir ciclos de produção de cinco meses para três meses. “Nós vamos usar esse sistema na Romi e será uma vitrine para vender para outras empresas brasileiras fabricantes de máquinas”.
Na entrevista, Santos também abordou os incentivos que o governo vem dando à indústria nacional. Em sua opinião, o governo federal vem agindo de forma adequada. Para ele, o mecanismo eficiente e que tem impulsionado a volta das vendas desde o fim do ano passado são os juros subsidiados para compra de máquinas pelo BNDES. A condição especial de financiamento só é dada para a compra de bens de capital com um grau mínimo de nacionalização. “Nesse ponto eu concordo 100%, não faz sentido pegar dinheiro aqui pra gerar emprego lá fora”.
Fonte: Valor Econômico