São Paulo, 30 de junho de 2026

Apoio:

Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

01/12/2012

Maioria das empresas alemãs no Brasil investirá em 2013

(02/12/2012) – 77,7% das empresas alemãs instaladas no Brasil afirmam ter planos concretos de investimento, número 11% acima do levantamento anterior realizado no segundo trimestre. A intenção foi apurada em pesquisa de clima feita pela Câmara Brasil-Alemanha (AHK-São Paulo) que revelou que o empresariado alemão está recuperando o otimismo em relação ao cenário econômico.

A sondagem foi realizada no terceiro trimestre com os associados da Câmara (1.200 no total, que respondem cerca de 10% do PIB industrial brasileiro). De acordo com a pesquisa, a decisão de investir é motivada por fatores como: melhores expectativas para o consumo e maior demanda proveniente dos setores de infraestrutura e energia.

A realização da sondagem coincidiu com uma série de anúncios de investimento de empresas alemãs no território brasileiro. Destaque para o anúncio da primeira fábrica da BMW no Brasil, a ser construída em Santa Catarina; a 14º fábrica da Siemens no País; três novas fábricas da Evonik; as confirmações de aportes anteriormente anunciados por Bayer CropScience e Volkswagen ainda para 2012; aportes não detalhados da Freudenberg-NOK para duplicar a produção de uma planta de soluções de vedação em Diadema; e o aporte de R$ 8 milhões da ACE Schmersal em fábricas locais, entre outros.

“Há sinais claros de recuperação no horizonte, que justificam o maior otimismo”, analisa Weber Porto, presidente da AHK-São Paulo. “Temos verificado um intenso fluxo no segmento de máquinas e equipamentos, o que entendemos ser uma maior preocupação com a produção. Os estímulos ao consumo por meio da redução do IPI e corte dos juros, aparentemente, têm contribuído de alguma forma para a produção industrial. Além disso, no plano internacional, temos uma China mais focada em seu mercado interno, ao menos no segmento de bens de capital, o que representa maior demanda em outros mercados”.

O dirigente lembra que o Brasil é um mercado da maior importância para muitas subsidiárias alemãs. Segundo a pesquisa, 64,7% das empresas pesquisadas pretendem efetivar aportes exclusivamente com recursos próprios, ou seja, fazer reinvestimentos. Além disso, 63,6% delas disseram ter intenção de contratar nos próximos seis meses, e as vagas serão dirigidas principalmente para setores de produção e de vendas. Outro dado relevante da pesquisa é a expectativa geral de crescimento, estimada para 7% em 2012, consideravelmente acima da previsão de crescimento do PIB. Os associados da Câmara Alemã também projetam crescimento de 8,8% para 2013.

Com relação aos indicadores econômicos, a pesquisa da Câmara Alemã chama a atenção para a preocupação das empresas com a atual taxa de câmbio, principalmente aquelas relativas ao mercado sul-americano, a partir do Brasil. 72,7% das empresas afirmaram que o câmbio deveria ser desvalorizado em pelo menos 14,8%. Sobre os juros, a percepção é que os percentuais definidos pelo Banco Central caminham em direção à “estabilização”, na opinião de 54,5% das empresas pesquisadas.

Usinagem Brasil © Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por:

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Privacidade.