(25/11/2012) – Carlos Ghosn, presidente mundial da Aliança Renault-Nissan, disse na semana passada que o Brasil se consolida como o segundo maior mercado do grupo no mundo pelo segundo ano consecutivo. No primeiro semestre de 2012, as vendas fora da Europa cresceram 14,3%, graças, principalmente, ao sucesso de vendas no Brasil (onde atingiu market share de 6,7%) e na Rússia.
O executivo frisou a importância estratégica dos investimentos que estão sendo realizados no Brasil para o aumento da capacidade produtiva. “Estes investimentos garantirão o nosso plano de crescimento e reafirmam também a nossa estratégia e confiança no mercado brasileiro”, disse. Até 2016, o objetivo da marca é alcançar 8% de participação de mercado brasileiro. Para 2012, a previsão é fechar o exercício com crescimento de 25% em relação a 2011.
Em visita ao Complexo Ayrton Senna em São José dos Pinhais (PR), Ghosn se mostrou satisfeito com o bom andamento das obras, que seguem dentro do cronograma previsto. Iniciadas em meados deste ano, devem estar concluídas em fevereiro de 2013, quando a linha poderá produzir 1 carro por minuto. A capacidade da Fábrica de Motores também está sendo ampliada e passará de 400 mil para 500 mil motores por ano (40% da produção é destinada à exportação). A capacidade produtiva da Fábrica de Automóveis saltará de 280 mil para 380 mil veículos por ano (automóveis + comerciais leves).
Sobre a importância dos mercados emergentes para os negócios da Renault, Ghosn lembrou que no acumulado de janeiro a setembro, as vendas fora da Europa representaram 55% das vendas totais do grupo – contra 43% em 2011 e 37% em 2010, no mesmo período. “Esse crescimento foi possível graças a uma estratégia sólida de internacionalização da marca e priorização dos mercados em ascensão”, destacou.