(30/09/2012) – A FBN Ferramentas, de Mauá (SP), é uma das mais novas empresas do mercado a entrar no segmento de PCD. Fundada há cerca de seis anos, para atuar na produção de ferramentas rotativas especiais e insertos perfilados em metal duro, além de prestar serviços de afiação, a empresa enxergou uma oportunidade de crescimento no segmento de PCD.
Para Thiago Pires Madureira, diretor Industrial da FBN, este é um caminho natural. “O mercado de ferramentas está mudando. Motores e cabeçotes de várias montadoras já são produzidos em alumínio, assim como muitas autopeças. E, para usinar alumínio, o PCD é o mais indicado”, informa. “Assim, resolvemos investir e entrar nessa área, onde a concorrência ainda não é tão grande”.
Para tanto, Madureira conta que a FBN investiu em máquinas, equipamentos e treinamento. “Adquirimos uma máquina Walter Diamond, de cinco eixos. Creio que está foi a segunda máquina deste modelo instalada no País”, informa, acrescentando que também foram adquiridos equipamentos para medição e qualidade, além de novos tornos e retíficas. Hoje, o parque fabril já conta com 25 máquinas, sendo três de cinco eixos.
Nova fase – A FBN, que há alguns meses já vinha prestando serviços de afiação e recondicionamento de ferramentas de PCD, entra neste mês de outubro em nova fase. A empresa está lançando uma linha de cabeçotes de fresa com cápsula de PCD. “Realizamos o testes em clientes e os resultados foram bastante positivos”, afirma o diretor.
O diretor avalia que a área de PCD possibilite à FBN crescer cerca de 50% este ano. “A expectativa é grande, principalmente por contarmos com a tecnologia Walter Diamond que, diferente das máquinas de eletroerosão a fio, possibilita a obtenção de arestas mais vivas e melhor acabamento das ferramentas”, comenta.
Na avaliação do diretor, outro fator que conta a favor da FBN é que, enquanto os concorrentes oferecem prazo médio de entrega dentre 45 e 60 dias, a sua empresa está trabalhando com prazo de 10 dias no máximo. “Além disso, por sermos uma empresa de pequeno porte, temos preços mais competitivos”.