São Paulo, 30 de junho de 2026

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22/09/2012

Importadores de máquinas levam reivindicações ao governo

(23/09/2012) – A Abimei, entidade que representa os importadores de máquinas, teve atendida sua solicitação de audiência com o governo para tratar do aumento de impostos de importação de 100 produtos (entre eles, os centros de usinagem), anunciado pelo Ministério da Fazenda. Ennio Crispino, presidente da entidade, foi recebido pelo secretário executivo da Camex, Emílio Garofalo Filho.

Crispino argumentou que existem apenas três fabricantes de centros de usinagem no Brasil, que no total produzem menos de 1000 máquinas por ano. Segundo ele, em tempos de economia normal, a demanda por este tipo de equipamento é de 2.500 a 3.000 máquinas/ano. “Fica claro, assim, que a máquina importada tem um papel regulador do mercado, além de suprir a demanda interna que a indústria nacional não consegue atender em termos de quantidade, tecnologia e prazo”, afirmou.

De acordo com a Abimei, o secretário-executivo da Camex concordou com a relevância do setor para o fortalecimento e crescimento da indústria brasileira, mas lembrou que a lista foi decidida em dezembro, durante reunião com os países membros do Mercosul, descartando qualquer possibilidade de revogação. “O secretário deixou claro que o objetivo da lista é a manutenção de empregos nos setores industriais atingidos, no Brasil e nos demais países que compõem a Tarifa Externa Comum (TEC)”, informou Crispino.

O presidente da Abimei considerou positivo o encontro, que abriu as portas da Camex para o setor. “O secretário reconheceu a representatividade da Abimei e da máquina importada para o País e se comprometeu a ouvir as nossas reivindicações, nos estudos e planos futuros que envolvam a industrialização brasileira”, conclui.

Presente ao encontro, Flávio Paiva, coordenador da Comissão Setorial de Tubos e Conexões de Ferro da Abimei, considerou que os objetivos da audiência foram atingidos. chr38quot;Não podemos ser ingênuos a ponto de achar que a lista dos 100, advinda de acordo entre a presidente Dilma com colegas do Mercosul, pudesse ser revertida com facilidade. O importante é que manifestamos nosso descontentamento ante o aumento do imposto para máquinas industriais”.

Já para José Lacy de Freitas, do setor de máquinas de construção, o encontro serviu para mostrar a posição da Abimei: “Espero que sejamos mesmo ouvidos nos próximos assuntos de relevância”, afirmou.

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