(02/09/2012) – O Brasil está para se tornar um dos líderes mundiais na produção de aerogeradores, segundo previsão da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica). Para os próximos cinco anos, a entidade estima um mercado de R$ 25 bilhões para esses produtos, visando atender a expectativa do setor de contratar, pelo menos, 2,5 GW por ano até 2020.
Esses dados fazem parte de estudo divulgado pela Abeeólica na semana passada, durante o 3º Brazil Windpower, realizado no Rio de Janeiro. Segundo a entidade, será necessário instalar pelo menos mil aerogeradores em média por ano no Brasil. Hoje, para se ter uma ideia, existem 1.342 equipamentos funcionando em 71 parques eólicos.
Na avaliação do presidente da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, presente à abertura do evento, o parque eólico do país chegará a 8 GW de capacidade instalada de geração de energia até 2015. “O Brasil, que hoje ocupa a 20ª posição no mundo entre os principais países produtores de energia eólica, com uma capacidade instalada de 2 GW, no próximo ano já estará entre os dez principais países”.
Segundo a Abeeólica, estudos recentes mostram que o potencial do Brasil em energia a partir dos ventos é da ordem de 300 GW.
O crescimento do emprego da energia eólica viabilizou a criação de uma cadeia industrial do setor no de energia eólica no Brasil, em grande parte estimulada pelo BNDES, ao vincular seus financiamentos a um índice de nacionalização mínimo dos equipamentos. “Há 10 anos, tínhamos apenas um fabricante local, hoje os principais agentes já instalaram fábricas no Brasil”, explica Élbia Melo, presidente-executiva da Abeeólica.
O Brasil conta com 11 fabricantes de equipamentos eólicos. Recentemente, o BNDES suspendeu os registros de seis fabricantes na Finame (financiamento para produção e aquisição de equipamentos nacionais), após auditoria constatar que não atendiam o conteúdo mínimo nacional exigido. Segundo a Abeeólica, os fabricantes estão se adequando para recuperar o registro junto ao BNDES.
Até o final do primeiro semestre de 2012, o BNDES contava com expressivo volume de projetos eólicos em análise para financiamento: 42 em fase de enquadramento, 11 em processo de análise e 48 com empréstimos aprovados, além da apresentação da carta-consulta de parques, o primeiro passo para entrar com um empreendimento.