São Paulo, 12 de julho de 2026

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11/07/2026

Produção de veículos no País deve ser a maior desde 2019

(12/07/2026) – Uma nova projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) indica que o Brasil deve fabricar cerca de 2,8 milhões de veículos em 2026, o maior volume desde 2019.

Será uma expansão de 5,8% diante de 2025. No início do ano, a entidade projetava um crescimento da produção bem menor, de 3,7%.

A produção de automóveis e comerciais leves no primeiro semestre deste ano alcançou 1,29 milhão de unidades, diante de 1,18 milhão fabricados no primeiro semestre de 2025.

Já a produção de caminhões no primeiro semestre deste ano atingiu a marca de 82,1 mil unidades, diante das 73 mil fabricadas em igual período de 2025. Somando-se as duas modalidades, houve uma expansão de 8,8%.

Vendas – A Anfavea também revisou para cima o volume de emplacamentos. A expectativa da entidade é de que os emplacamentos cresçam 11,7% em relação a 2025, bem acima da previsão divulgada em janeiro, que apontava uma alta de apenas 2,7%.

Se esta estimativa se confirmar, o país deve ultrapassar a marca de 3 milhões de veículos vendidos neste ano. Será a primeira vez desde 2014 que o setor alcançará esse patamar.

Segundo a Anfavea, o desempenho está sendo impulsionado principalmente pelo mercado de automóveis e comerciais leves, cuja projeção de crescimento foi elevada para 12,6%. Já os segmentos de caminhões e ônibus devem encerrar o ano com uma queda de 6%.

Cerca de 73 mil das vendas de automóveis foram impulsionadas pelo programa Carro Sustentável, voltado aos veículos de entrada. Outros 130 mil veículos vendidos vieram do avanço dos modelos eletrificados — sendo cerca de 70 mil produzidos no Brasil e 60 mil importados.

Enquanto o mercado interno segue aquecido, as exportações continuam em retração. No acumulado do semestre, o Brasil exportou 216,6 mil veículos, queda de 21,2% na comparação com igual período do ano passado.

Diante desse cenário, a entidade passou a projetar queda de 12,8% nas exportações em 2026. Em janeiro, a expectativa era de crescimento de 1,5%.

Entre janeiro e junho, entraram no país 280,6 mil veículos importados, enquanto as exportações ficaram abaixo desse volume em cerca de 63 mil unidades. A China respondeu por metade dos veículos importados no período.

“Por um lado, ficamos satisfeitos com o vigor do mercado nacional e com essa alta na produção, que vem se refletindo em ligeira elevação do nível de empregos”, comenta Igor Calvet, presidente da Anfavea. “Por outro lado, lamentamos muito que parte dessa recuperação venha sendo capturada por importações incentivadas por alíquotas abaixo da média mundial ou pela produção de eletrificados em SKD isenta de Imposto de Importação, algo que vem se provando desnecessário e fora de propósito, dado o bom desempenho dos veículos eletrificados no mercado”.

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