
(12/07/2026) – A Petrobras, juntamente com suas parcerias Subsea7, Repsol Sinopec Brasil e ExxonMobil Brasil, anunciaram ter conseguido obter significativo avanço na segunda fase de desenvolvimento do Projeto Gimbal Joint Riser (GJR).
Financiada pela cláusula de obrigação de investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a tecnologia está na etapa de validação experimental em escala real, com a apresentação do seu protótipo ao mercado.
Nesta fase, o protótipo em escala real passa por testes de laboratório que simulam os limites de carregamento e as condições reais de um ambiente offshore extremo.
O GJR introduz uma junta multiarticulada em risers (tubulações) rígidos para absorver os movimentos dinâmicos gerados pela plataforma nos projetos de exploração e produção de petróleo em alto mar.
A tecnologia permite utilizar as tubulações em formato de catenária livre (suspensa diretamente) em águas ultra profundas, eliminando a necessidade de grandes estruturas de flutuação, como as exigidas pelos modelos convencionais, conhecidos como “Steel Lazy Wave Risers”.

Estudos indicam que a solução tem potencial para gerar ganhos relevantes de eficiência operacional e redução de custos, devido à simplificação do sistema em catenária livre e da menor necessidade de materiais e equipamentos.
Essa abordagem também favorece a sustentabilidade das operações, contribuindo para a redução das emissões associadas à fabricação e logística dos sistemas submarinos.
Além da potencial otimização de materiais e redução de Capex, a tecnologia GJR apresenta-se ainda como uma solução alternativa também ao sistema de tubos flexíveis, em configuração lazy wave – onde um dos principais desafios operacionais é a corrosão sob tensão.
Mesmo possuindo um componente flexível, podendo ser este um tubo flexível ou compósito, o design da armadura externa opera absorvendo as cargas de tração, protegendo o componente flexível, eliminando um fator importante para a ocorrência deste tipo de corrosão.
O projeto já contabiliza mais de 15 mil horas de engenharia aplicadas somente nesta fase, por uma equipe multidisciplinar de mais de 100 profissionais.
Parceiros Nacionais – O desenvolvimento conta com a atuação direta de parceiros nacionais em suas etapas de validação e manufatura. O Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano – COPPE/UFRJ), no Rio de Janeiro, e a Simeros Technologies, no Rio Grande do Sul, conduzem as atividades de experimentação e testes. A Açoforja, de Minas Gerais, é a responsável pela fabricação das peças estruturais.
Além destes, a Bureau Veritas acompanha o projeto desde a sua fase inicial garantindo a qualidade da tecnologia. O projeto conta, ainda, com a participação de outras empresas responsáveis pelo fornecimento de elementos que compõem o equipamento.