
(28/06/2026) – A Drausuisse, empresa especializada em soluções de bombeamento de óleo para sistemas hidráulicos industriais, está investindo em novas tecnologias com o objetivo de ampliar a sua participação no mercado nacional. Entre as novidades estão o conceito de hidráulica inteligente, que adiciona monitoramento, conectividade e diagnóstico às unidades hidráulicas; e um cilindro rotativo desenvolvido a partir de tecnologia europeia.
Segundo Maurício Negrão, CEO da Drausuisse, o objetivo do projeto SmartDraulic é transformar equipamentos tradicionalmente passivos em sistemas capazes de gerar informações estratégicas para a indústria. “A proposta é levar inteligência e conectividade para as unidades hidráulicas, permitindo monitoramento de parâmetros, acesso remoto às informações e diagnósticos preditivos que ajudam a evitar falhas e aumentar a confiabilidade dos processos”, explica.
O sistema coleta dados operacionais e os envia para uma plataforma em nuvem, permitindo acompanhamento remoto do desempenho dos equipamentos. A partir da combinação dessas informações com modelos de engenharia desenvolvidos pela empresa, é possível identificar desvios operacionais e antecipar possíveis problemas.

Além de apoiar a manutenção preditiva, a plataforma também será utilizada em unidades de prova de valor. “A ideia é demonstrar, com dados reais coletados em campo, todos os benefícios que apresentamos durante o processo de desenvolvimento. Conseguiremos mostrar graficamente ganhos de eficiência, redução de consumo energético e melhorias de desempenho”, afirma Negrão.
A solução foi desenvolvida integralmente pela equipe da Drausuisse e está sendo instalada em clientes para testes de campo. A expectativa é que a tecnologia comece a ser disponibilizada ao mercado no segundo semestre deste ano.
Cilindro rotativo nacionalizado chega ao mercado em 2027 – Outra aposta da Drausuisse é o desenvolvimento de um cilindro rotativo voltado para aplicações em tornos CNC. A tecnologia foi concebida na Europa e está sendo adaptada para produção nacional.
Segundo Negrão, o equipamento elimina problemas recorrentes enfrentados pela indústria, como vazamentos de óleo e aquecimento excessivo, fatores que impactam diretamente a produtividade e os custos de manutenção. “Nosso foco é eliminar problemas que a indústria já incorporou à rotina. Muitas vezes, as empresas convivem com determinadas falhas porque acreditam que fazem parte do processo. Nós buscamos extinguir a causa do problema e não apenas administrar seus efeitos”, afirma.
A expectativa é concluir os testes de campo e iniciar a comercialização da solução em 2027. Além das vantagens técnicas, a fabricação nacional deverá proporcionar prazos de entrega mais competitivos e menor exposição às oscilações cambiais, já que atualmente a maior parte dos cilindros rotativos disponíveis no mercado brasileiro é importada.
Crescimento sustentado por proposta de valor – Para acelerar a adoção de suas tecnologias, a Drausuisse reformulou sua estratégia comercial. Em vez de concentrar a negociação no preço do equipamento, a empresa passou a trabalhar com uma metodologia baseada na geração de valor para o cliente.
O processo começa com um diagnóstico detalhado da operação industrial, seguido da elaboração de uma proposta que quantifica benefícios como redução de consumo energético, diminuição de paradas não programadas, economia de óleo hidráulico e impactos positivos em indicadores ESG.
Em seguida, a empresa realiza uma prova de valor em campo, normalmente entre três e seis meses, para validar os resultados apresentados. “Não falamos em preço. Falamos em valor. Mostramos para o cliente quanto ele pode ganhar em produtividade, eficiência energética e redução de custos utilizando nossa tecnologia”, ressalta Negrão.
Perspectiva é dobrar de tamanho – Com a ampliação da carteira de clientes e a receptividade observada durante a Feimec 2026, a Drausuisse projeta um crescimento expressivo neste ano.
“Nossa expectativa é dobrar de tamanho em 2026. Estamos aumentando significativamente nossa base de clientes e percebendo um interesse cada vez maior das indústrias por soluções que combinem produtividade, eficiência energética e sustentabilidade”, conclui o CEO.
A projeção da empresa é de que os investimentos realizados ao longo deste ano em pesquisa, desenvolvimento e validação das novas tecnologias gerem resultados ainda mais expressivos a partir de 2027.