
(14/06/2026) – A Phinia, empresa de origem norte-americana especializada no desenvolvimento de sistemas de combustível, sistemas elétricos e soluções para o aftermarket, inaugurou oficialmente uma nova linha de produção em sua planta de Piracicaba (SP).
A planta será dedicada à fabricação de injetores Delphi de injeção direta de combustível (GDi) de 350 bar. Essa tecnologia é considerada uma das mais avançadas utilizadas hoje pela indústria automotiva em motores a combustão interna de alta eficiência. Os injetores também são usados em aplicações HEV e PHEV.
Com esse investimento, a unidade brasileira passa a ser a única produtora de um injetor GDi de 350 bar no país, colocando Piracicaba no grupo de fábricas da Phinia capazes de produzir componentes de precisão para sistemas de injeção direta de combustível de próxima geração.
“É uma tecnologia sofisticada, que representa o estado da arte dos sistemas de injeção de combustível na atualidade”, afirma Giovani Benato, diretor-geral da planta de Piracicaba. “A escolha pelo Brasil demonstra confiança na capacidade técnica, industrial e de engenharia da nossa operação no país”.

Com a nova linha, a unidade fabril de Piracicaba passa a integrar a estrutura global de produção de GDi da Phinia, ao lado das operações no México, na China e na Romênia.
Alguns modelos de veículos disponíveis no mercado brasileiro já utilizam injetores Delphi GDi de 350 bar. Até agora, esses componentes eram fornecidos pela planta da Phinia no México. Com a inauguração da nova linha de produção no país, eles serão fornecidos localmente.
A planta também permitirá a ampliação dos negócios da companhia na América do Sul, especialmente à medida que motores de alta eficiência, eletrificação parcial e aplicações híbridas ganharem espaço no mercado automotivo global.
Evolução – Os sistemas GDi representam uma evolução importante em relação à injeção multiponto convencional.
Enquanto os sistemas tradicionais normalmente operam entre 3 e 5 bar, os injetores Delphi GDi produzidos no interior de São Paulo atingem pressões de até 350 bar — quase 100 vezes superiores às dos sistemas convencionais.
Esse avanço permite uma atomização extremamente precisa do combustível diretamente na câmara de combustão.
Os injetores foram desenvolvidos com base na tecnologia Multec 14, que representa a mais recente geração de injetores GDi da Phinia.
A tecnologia foi projetada para aplicações de altíssima pressão. Um sistema convencional de injeção no coletor de admissão gera gotículas com diâmetro médio de Sauter — medida do tamanho médio das gotas — entre 70 e 90 mícrons, enquanto o injetor Delphi GDi de 350 bar atinge aproximadamente 4,2 mícrons.
Os microfuros responsáveis pela pulverização do combustível medem cerca de 60 a 70 mícrons, espessura inferior à de um fio de cabelo humano.
Outro diferencial dos injetores Delphi GDi é o uso de um revestimento do tipo carbono semelhante ao diamante, destinado a aplicações de alta pressão e que apresenta longa vida útil. Os injetores podem superar 500 milhões de ciclos, com algumas aplicações se aproximando de 1 bilhão.
Para alcançar esse nível de precisão e eficiência, a unidade piracicabana desenvolveu uma sala limpa e climatizada de 1,5 mil m², certificada na ISO Classe 8.
A instalação emprega perfuração a laser avançada, engenharia de spray, análise de dinâmica dos fluidos computacional, controle geométrico, monitoramento dimensional, inspeção automatizada e rastreabilidade total. Foram grandes também os cuidados ambientais e de segurança operacional.