São Paulo, 19 de julho de 2026

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10/05/2026

Feimec 2026 surpreendeu até os expositores mais otimistas

(10/05/2026) – Diante de um quadro de muitas incertezas e em seguida à realização da Agrishow – que apresentou forte queda no volume de negócios –, nem mesmo os expositores mais otimistas esperavam evento tão bem movimentado quanto foi a Feimec 2026, realizada de 5 a 9 de maio, no São Paulo Expo.

Pelo menos por uma semana, o ambiente de incertezas econômicas e políticas pareceu ter ficado fora da pauta das empresas do setor metal-mecânico. A 5ª edição da Feimec apresentou corredores bem movimentados, estandes cheios e, principalmente, a realização de negócios, interesse real por novas  tecnologias e boas perspectivas de modernização fabril.

“Viemos conservadores e fomos positivamente surpreendidos com o movimento da Feimec”, afirmou Marco Bueno, gerente de Marketing e Vendas da Renishaw. Segundo ele, a empresa adotou para feira a estratégia de focar nos processos que já estavam em negociações no pré-feira. Porém, logo no primeiro dia a feira surpreendeu ao trazer ao estande, além das empresas com que já estavam em negociação, vários clientes atuais e novos com projetos, boa parte deles que estavam sendo retomados. “Esse movimento trouxe um novo ânimo”.

Ricardo Lerner, diretor da Bener, também diz ter chegado à feira com expectativa bastante baixa. “Até aqui o mercado estava “estranho”, difícil de ser lido, com pessimismo, demanda reprimida… Porém, a feira surpreendeu com bom volume de visitantes trazendo bons projetos. Fechamos bons negócios e a feira nos trouxe perspectivas para mais uns 4 ou 5 meses de trabalho”.

A Romi se preparou para a realização da Feimec. Não só com novidades, como o novo centro de torneamento vertical VTL 850 e a Romi AI, mas também com uma linha de financiamento com taxas de 0,75%. Trata-se de uma linha Finame Direto, sem spread bancário, na qual a Romi assume os riscos. “Pegamos recursos junto ao BNDES para repassar aos nossos clientes, com o objetivo de estimular a realização de negócios, o que realmente aconteceu”, informou Luiz Cassiano Rosolem, diretor-presidente da Romi. “Fechamos um bom número de negócios, ainda que 10% abaixo da Expomafe 2025, mas sem o financiamento poderia ter sido diferente”.

“Na minha avaliação esta é a maior feira de que já participamos aqui no Brasil”, afirmou Mairon Anthero, diretor-geral da Schunk do Brasil. “Viemos para a feira com uma meta audaciosa de leads e estamos bastante otimistas com os resultados obtidos. Os clientes estão nos procurando com o objetivo de otimizar processos, o que mostra o interesse da indústria brasileira de modernização dos processos produtivos”.

Uma das poucas empresas do setor de ferramentas de corte para usinagem presentes no evento, a Gesac do Brasil recebeu um número acima da média desde o primeiro dia do evento. “A decisão da Gesac de participar da Feimec 2026 teve como objetivo a consolidação da nossa marca no mercado brasileiro, torná-la mais conhecida”, disse Carlos Rezende, gerente de Vendas da marca no Brasil.  “Como ainda estamos expandindo nossa rede de distribuição entendemos que precisávamos estar presentes… E a decisão foi acertada”.

Embora reconhecendo o momento geopolítico de tensão global, a Tornos Brasil estabeleceu objetivos ambiciosos para a Feimec. “E a feira superou nossas expectativas. Já no terceiro dia atingimos as nossas metas”, afirmou Naiane Nunes, diretora da Tornos para as Américas. “Os clientes não chegaram aqui apenas demonstrando interesse de investir, mas concretizando essa intenção”.

Duarte Alves, diretor de Vendas da Okuma Latino Americana, considerou a feira com um bom volume de visitantes, mas em número menor se comparado à Expomafe. “Em termos de negócios e novos projetos, eu diria que a feira foi fraca, mas ainda assim fechamos aqui a venda de um centro de usinagem vertical de 5 eixos”.

Valdecir Pereira, CEO da GRV Software, que lançou na feira a linha Max de softwares para gestão industrial, se disse muito bem impressionado com o movimento da feira. O executivo explicou que, até por causa do lançamento, que atualiza praticamente toda a linha de produtos da empresa, convocou um número de vendedores 30% maior para atender os visitantes desta feira. “Nosso estande está cheio e os vendedores estão atendendo clientes o tempo todo”.

Para Angelo Menaldo, gerente de Vendas da Vericut Brasil, a feira foi muito positiva, com movimento acima do esperado. Segundo ele, muitas empresas procuraram o estande da empresa para conhecer as novidades do Vericut Optimizer 2.0, que tornou o processo de otimização 20% mais rápido, além de possibilitar a medição das peças – com uma barra de medição –, evitando o uso do CAM ou outros tipos de equipamentos para realizar esta medição. A empresa também apresentou a versão beta do Vericut 9.7 – a ser lançado em junho – com recursos de IA.

Rogério Moraes, diretor da Blum-Novotest do Brasil, contou que ao longo dos dias a feira apresentou um crescendo no número de visitas ao estande. “Recebemos aqui visitas de empresas de vários estados, mas ficamos muitos satisfeitos com a presença de muitas empresas do ABC, que estão retomando consultas e projetos, e também de empresas da Grande São Paulo e do Interior do Estado”, disse. “Fechamos cinco bons negócios do nosso lançamento, a nova versão do software Form Control X, para equipar máquinas de alta tecnologia”.

De acordo com Alessandro Alcantarilla, diretor-geral da Blaser Swisslube do Brasil, embora com movimento abaixo da feira do ano passado, os estandes estavam bem movimentados. “Me impressionou o número de visitantes, em especial clientes novos e atuais, vindo com novos projetos, com interesse e recursos para investir, ainda que receosos devido ao cenário político e econômico brasileiro e mundial”.

“Nossa expectativa para a feira é sempre positiva, de fechamento de negócios. E a Feimec confirmou essa expectativa. A feira esteve bem movimentada, com muitos clientes e muitos negócios”, comentou Bruno Watanabe, diretor-geral da Open Mind do Brasil. No evento, a empresa destacou os benefícios da recém-lançada hyperMill Intelligence, plataforma de IA com capacidade para analisar todos os dados de operação e programação das máquinas.

Para Mateus Buono, diretor da Ferdimat, a Feimec surpreendeu positivamente, com um público bem qualificado e muitos projetos sendo desengavetados. “A feira nos trouxe possibilidades de negócios que devem se estender por todo o ano de 2026”, disse. Como novidade, a empresa expos as soluções de automação intuitivas, que aumentam significativamente a produtividade das retificadoras. Também lançou uma retificadora cilíndrica CNC equipada com sensor de medição para produção seriada.

Na opinião de Cândido Schonarth, gerente Nacional de Vendas – Compressores da Schulz, a “Feimec foi um evento bastante técnico, com visitantes qualificados e forte presença de tecnologia. Na linha de compressores, o volume de negócios ficou abaixo da Feimec 2024, porém superior ao registrado na última Expomafe – cerca de 40% acima”. Segundo o gerente, “o comportamento do visitante refletiu diretamente o momento atual da indústria: a principal preocupação hoje é redução de custos”.

CEO da Trumpf Brasil, João Visetti, classificou a Feimec 2026 como muito boa, melhor que a Expomafe 2025. “Bem movimentada, com visitantes com poder de decisão e decididos a investir. Concretizamos aqui vários negócios”, observou. “Como viemos sem grandes expectativas, a feira superou bastante nossos objetivos. Creio que os empresários estão começando a entender que a situação do país não está tão mal quanto se diz”.

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