São Paulo, 03 de junho de 2026

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06/05/2026

Abertura da Feimec aborda o tema do progresso da indústria

07/05/2026) – A abertura da 5ª Feimec – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, principal evento de máquinas e equipamentos da América Latina, reuniu diferentes lideranças da indústria brasileira e autoridades. Na cerimônia de abertura, o presidente do Conselho de Administração da Abimaq, Gino Paulucci Jr., lembrou que este é um momento que evidencia como a indústria representa nossa capacidade de transformar desafios em soluções.

“Hoje, competitividade industrial não é mais uma escolha, é uma equação construída sobre três pilares: tecnologia para ampliar a capacidade produtiva, eficiência energética para reduzir desperdícios, e escala e gente para tornar tudo isso viável. Empresas que dominam esses três pilares não apenas sobrevivem: elas ditam o ritmo do mercado”, disse Paulucci Jr. na abertura do evento. “A indústria de máquinas é onde a inovação ganha forma e o conhecimento se transforma em produtividade e o desenvolvimento deixa de ser discurso e produz resultado”.

Gino ainda destacou que conectividade, inteligência de dados, automação e manufatura aditiva já são realidade. “O Brasil avança na construção de um ambiente mais favorável à inovação industrial, com iniciativas que estimulam a digitalização, a transição energética e o desenvolvimento tecnológico nas empresas, tudo isso sempre olhando para a sustentabilidade”.

O MDIC e o desafio de defender a indústria no Brasil – O Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, destacou os desafios estruturais enfrentados pela indústria brasileira e aproveitou para reforçar o compromisso do governo federal com a retomada de uma política industrial sólida no país. O ministro lembrou que o Brasil vem de um período de desestímulo à produção nacional e, por isso, foi necessário rever medidas que impactavam diretamente a competitividade do setor.

O ministro também destacou iniciativas recentes voltadas ao fortalecimento da indústria, como a Nova Indústria Brasil (NIB) e programas de financiamento e incentivo à inovação, além da atuação do BNDES no apoio ao setor produtivo. Segundo ele, o desenvolvimento econômico está diretamente ligado à capacidade industrial do país. “Não há desenvolvimento social consistente sem uma base industrial forte. É a indústria que gera emprego, distribui renda e promove inovação. Nosso compromisso é avançar com uma indústria mais competitiva, inovadora e integrada aos mercados internacionais”, disse.

Elias também mencionou os desafios do cenário global e a importância de preservar a soberania econômica do país diante de tensões comerciais e geopolíticas. “O Brasil precisa ter coragem para defender seus interesses, fortalecer sua indústria e ampliar sua presença no comércio internacional”, ressaltou o ministro.

BNDES reforça apoio à inovação e modernização industrial – O diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luis Gordon, destacou a retomada do banco no apoio à indústria, citando a ampliação de linhas de crédito e instrumentos voltados à inovação, digitalização e modernização do parque fabril. Segundo ele, o setor tem respondido de forma positiva aos estímulos. “Mostramos que, quando há instrumentos, há demanda. As empresas querem inovar, se desenvolver e modernizar suas operações”, afirmou.

Gordon também ressaltou a importância da renovação do parque industrial brasileiro e o avanço de agendas como a descarbonização. “Não há ganho de produtividade sem máquinas modernas. Hoje existe um conjunto robusto de instrumentos para apoiar o investimento industrial, seja em inovação, expansão ou transição energética”, disse.

Competitividade e reforma tributária – Vitor Lippi, deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos, reforçou a relevância estratégica do setor para o crescimento econômico e geração de empregos. “O setor é decisivo para o aumento da produtividade do país. Não conseguimos produzir mais sem máquinas eficientes e inovadoras”, afirmou.

Lippi também destacou desafios estruturais, como o Custo Brasil, e ressaltou os avanços com a reforma tributária. “A reforma traz simplificação, reduz a cumulatividade de impostos e melhora o ambiente de negócios, o que deve ampliar a competitividade da indústria brasileira”, disse.

O parlamentar finalizou enfatizando a necessidade de avanço contínuo em inovação e tecnologia. “Inovar deixou de ser uma opção, é uma questão de sobrevivência. O Brasil tem capacidade e potencial para avançar ainda mais”, concluiu.

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