
(03/05/2026) – A Tupy iniciou as operações na sua planta-piloto para reciclagem de baterias, instalada no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo.
A unidade recebeu investimentos de cerca de R$ 45 milhões, considerando aportes da Tupy e de parceiros estratégicos, e tem capacidade para processar 400 t de baterias por ano, o que representa um volume estimado de quase 1 mil veículos puramente elétricos anuais.
A partir do processo desenvolvido com o Laboratório Larex da Engenharia da Universidade de São Paulo (USP), com o IPT e apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a planta tem caráter demonstrativo e experimental.
O objetivo principal é validar em escala industrial os processos desenvolvidos em laboratório. O projeto conta com doações de baterias do setor de eletrônicos, companhias ligadas à mobilidade elétrica – incluindo fabricantes de baterias e montadoras de veículos – e empresas que atuam com sistemas estacionários de armazenamento de energia.
As baterias chegarão à planta por meio de um modelo estruturado de logística reversa, pretendendo oferecer para o setor de reciclagem de baterias no Brasil uma solução mais eficiente e com menor impacto ambiental.

“A hidrometalurgia que a Tupy vai utilizar reduz em até 70% a pegada de carbono em comparação com a mineração tradicional, evitando ainda a perda de metais leves como o lítio”, destaca André Ferrarese, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Tupy.
De acordo com ele, as avaliações da demanda de energia mostram reduções superiores a 40% em comparação com a pirometalurgia, podendo chegar a 60%. O processo também permite redução no consumo de água, quando comparado a rotas tradicionais de extração mineral.
A Tupy está desenvolvendo outras iniciativas na área de reciclagem. Também participa, por exemplo, do projeto MagBras, que reúne 38 empresas e é voltado ao desenvolvimento de rotas de processamento e reciclagem de terras raras, materiais essenciais para a produção de ímãs de motores elétricos.
Nesta área de minerais críticos, a companhia ainda integra um projeto estruturante para a produção de células de bateria no Brasil, que reúne 27 empresas e prevê a implantação de uma planta-piloto em Curitiba (PR).