
(26/04/2026) – A Cummins está realizando testes em campo do primeiro eixo tandem MT17XHE produzido no Brasil, marcando uma nova etapa na consolidação desta plataforma no país.
Fabricado na unidade de Osasco (SP), o conjunto segue agora para validação em aplicação real junto à montadora parceira, reforçando o avanço da industrialização local da nova geração de eixos tandem para aplicações estradeiras 6×4 sem redução no cubo.
Anunciado em outubro de 2025 como referência em eficiência e inovação, o MT17XHE é resultado de sete anos de desenvolvimento global e produção contínua na Europa desde o ano de 2020.
A versão brasileira corresponde à segunda geração do projeto, trazendo atualizações tecnológicas alinhadas aos padrões atuais da engenharia global.
O processo de nacionalização será gradual. Neste primeiro momento, a usinagem das carcaças e a montagem do conjunto estão realizadas no Brasil, enquanto os diferenciais permanecem importados.
“O plano prevê que, até 2030, o MT17XHE alcance níveis elevados de conteúdo local, reforçando o papel estratégico da operação brasileira na cadeia global da Cummins”, destaca Rafael Souza, diretor de Produto e PMO da Divisão de Eixos da empresa no Brasil.
Estruturalmente, o eixo tandem MT17XHE conta com um novo par coroa e pinhão com parâmetros de corte otimizados para redução de perdas por atrito e o reposicionamento do pinhão (offset redesenhado), que melhora o alinhamento entre os componentes e reduz perdas de energia entre transmissão e eixo.
O modelo incorpora ainda rolamentos e uma nova dinâmica de lubrificação interna, que otimizam o fluxo de óleo, reduzem a resistência ao movimento e contribuem para maior durabilidade do conjunto.
Além destas inovações, está previsto o uso de um sistema que será capaz de transformar um veículo 6×4 em 4×2, maximizando a redução de combustível no mercado brasileiro através de solução inovadora com sistema de engrenagens completo entre eixos.
Em relação aos modelos atualmente utilizados nessas aplicações, o MT17XHE eleva a eficiência e a capacidade de carga em cerca de 20%. O eixo oferece capacidade de até 91 t de Peso Bruto Total Combinado (PBTC), patamar que anteriormente exigia soluções com redução no cubo de rodas.