São Paulo, 03 de junho de 2026

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28/03/2026

Caoa vai investir mais R$ 5 bilhões na fábrica de Goiás

(29/03/2026) – A Caoa ampliou o montante de investimentos previstos em sua fábrica de Anápolis (GO) para passar a produzir os modelos da sua nova parceira, a chinesa Changan. Ao plano de investimento de R$ 3 bilhões previstos até 2028, a montadora acrescentou outros R$ 5 bilhões.

De acordo com Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, presidente do Grupo Caoa, o programa de investimentos foi concluído antes do previsto, pois as ambições da empresa também cresceram. O anúncio foi feito durante a cerimônia de inauguração da expansão da fábrica, onde já está sendo montado o modelo Uni-T, veículo da Changan que acaba de ser lançado no mercado brasileiro.

“O Mover [Programa Mobilidade Verde e Inovação] e a visão do governo para desenvolver a indústria nos incentivou a crescer, o mercado respondeu e nós decidimos dobrar a aposta”, disse com Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, co-presidente do Grupo Caoa. O evento contou com a presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de outras autoridades.

O novo investimento será aplicado integralmente na operação da Changan, com a produção de novos modelos. Os recursos serão aplicados pela própria Caoa. A Changan participa com licenciamento da produção local e transferência de tecnologia: “Ainda não acessamos recursos do BNDES, mas estamos estudando”, afirmou Andrade Filho. “O que já acessamos é um financiamento da Finep para o desenvolvimento do sistema híbrido flex aqui”.

O modelo Uni-T é equipado com motor turboflex de 180 cv, com sistema fornecido no Brasil pela Bosch. O projeto da Caoa Changan envolve o lançamento de outros três modelos, também produzidos em Anápolis. Os modelos elétricos Avatr, marca de luxo da Changan, serão importados.

O índice de nacionalização dos modelos Changan começa baixo e quase todos os componentes são importados da China. Com exceção da estamparia todos os demais processos de manufatura são executados em Anápolis, incluindo armação e solda de carrocerias, pintura – a fábrica já conta com três cabines automatizadas – e montagem final.

Fábrica ampliada – “Todas as nossas linhas estão preparadas para produzir vários modelos de várias marcas”, disse Gabriela Delfino, gerente geral da fábrica de Anápolis, confirmando que os modelos Chery Tiggo 5x, 7 e 8 seguem em produção e a linha em que são produzidos também recebeu investimentos”, disse.

De 2023 para 2026, a área construída da fábrica cresceu 21%, para 208,4 mil m². No mesmo período o número de robôs saltou de 42 para 209 e os processos automatizados avançaram 365%. O número de empregados mais do que acompanhou o crescimento: avançou de pouco mais de 2 mil pessoas trabalhando em apenas um turno para os atuais 7,6 mil em três turnos. Já a capacidade de produção de 80 mil unidades/ano foi dobrada para 160 mil/ano.

O plano, segundo Andrade Filho, é ampliar ainda mais a capacidade até o fim do ciclo de investimento em 2028, chegando a 200 mil unidades/ano: “Ainda temos de superar alguns gargalos, mas queremos chegar lá”.

Já Carlos Phillipe Luchesi de Oliveira Andrade, co-presidente da Caoa, afirmou: “Apresentamos ao Brasil o primeiro automóvel fabricado pela Caoa Changan em solo brasileiro. Não se trata apenas de um veículo. Trata-se de um marco. Um automóvel com tecnologia global produzido no Brasil por mãos brasileiras e desenvolvido para o Brasil”, destacou.

O modelo Uni-T passou por um processo de adaptação às condições brasileiras, que envolveu 30 protótipos e mais de dois milhões de quilômetros de testes, realizados em diferentes regiões do país. Ao longo dos últimos 24 meses, mais de 200 engenheiros brasileiros e chineses participaram do processo.

“Esse veículo nasce com uma característica fundamental para o Brasil: ele é flex. É a combinação entre tecnologia global e inteligência brasileira. É a prova de que uma empresa 100% brasileira pode produzir veículos com padrão global de qualidade, sofisticação e inovação. É a prova de que o Brasil pode e deve ser protagonista da nova indústria automotiva mundial”, acrescentou Carlos Luchesi.

“Estamos comprometidos em investir no Brasil, expandir nossa presença aqui e atender o mercado da América Latina. O início da produção aqui marca um passo importante para transformar nossa estratégia em realidade”. afirmou Zhu Huarong, presidente do Conselho da Changan

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