
(29/03/2026) – À medida que o acesso a matérias-primas críticas se torna cada vez mais limitado, fabricantes estão reavaliando como os materiais de ferramentas de corte são utilizados nas diferentes etapas de usinagem. Neste momento, com o tungstênio apresentando forte alta no mercado internacional, esta é uma questão fundamental para as empresas que têm, entre seus processos de produção, a usinagem.
Segundo a Tungaloy, fabricante japonesa de ferramentas de corte, que recentemente incorporou a NTK ao seu portfólio, embora o metal duro (carboneto de tungstênio) continue sendo essencial para muitas operações, seu uso generalizado nem sempre é tecnicamente necessário, especialmente em processos de acabamento.
Nessas aplicações, o foco deixa de ser a capacidade de carga e passa a ser a estabilidade do processo, a qualidade da superfície e o uso eficiente dos materiais. É nesse contexto que o Cermet surge como uma alternativa técnica e racional.
Usando Menos Carbeto de Forma Inteligente – O metal duro é indispensável em operações de desbaste e cortes pesados. No entanto, processos de acabamento normalmente envolvem:
- Pequenas profundidades de corte;
- Altas velocidades de corte;
- Baixas cargas de corte;
- Corte contínuo ou levemente interrompido.
Nessas condições, toda a tenacidade e o volume de material do carbeto frequentemente não são plenamente aproveitados. O cermet — derivado de componentes cerâmicos e metálicos — é projetado especificamente para essa faixa de operação.
Ao reduzir a dependência de metal duro sem comprometer o desempenho de corte, ele oferece uma resposta prática à escassez de matérias-primas, mantendo a eficiência da usinagem.

Onde o Cermet Apresenta Melhor Desempenho – O Cermet não é um substituto universal. Seu valor está na aplicação correta.
As aplicações mais adequadas incluem:
- Operações de acabamento e semiacabamento leve;
- Corte contínuo ou com interrupção leve;
- Condições de usinagem estáveis;
- Processos onde a qualidade superficial é crítica.
Quando aplicado dentro dessa faixa de trabalho e com parâmetros de corte adequados, é possível manter a produtividade ao mesmo tempo em que se melhora a consistência da superfície e a previsibilidade do desgaste da ferramenta.
Graus de Cermet da Tungaloy para Operações de Acabamento
A Tungaloy Corporation oferece uma linha de cermet focada em operações de acabamento e corte leve em aços e aços-liga:
NS9530 – Combinação equilibrada de tenacidade e resistência ao desgaste para acabamento estável e cortes médios.
GT9530 – Otimizado para qualidade superficial e resistência ao desgaste em aplicações de acabamento de precisão.
AT9530 – Projetado para a usinagem de aços-liga, proporcionando qualidade superficial consistente em cortes contínuos.
De acordo com a Tungaloy, em vez de ampliar excessivamente o número de classes, essa linha foi estruturada para cobrir as condições típicas de acabamento com clareza e previsibilidade.
Engenharia de Produtividade – A adoção do Cermet não significa substituir o metal duro em todas as aplicações. Trata-se de engenhar o processo de forma mais eficiente.
Do ponto de vista da produção, a Tungaloy recomenda utilizar Cermet quando as condições permitem: reduzir a dependência de recursos de carbeto; manter produtividade estável em operações de acabamento; garantir alta e consistente qualidade superficial; e melhorar a eficiência de custos no processo.
“A chave está no alinhamento entre material, geometria da ferramenta e condições de corte de acordo com as reais exigências da operação”, frisa a fabricante japonesa.
Alocação Mais Inteligente de Materiais – À medida que a disponibilidade de recursos se torna uma preocupação de longo prazo, as estratégias de usinagem precisam evoluir além do uso excessivo de materiais. O Cermet representa uma solução direcionada e orientada à aplicação, que sustenta o desempenho em acabamento utilizando menos carbeto por concepção.
“No cenário atual, eficiência não significa apenas cortar mais rápido. Significa usar o material certo, no lugar certo, pelo motivo certo”, conclui a Tungaloy.