São Paulo, 03 de junho de 2026

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21/03/2026

Setor de autopeças registrou alta de 5,6% em 2025

(22/03/2026) – A indústria de autopeças registrou em 2025 alta de 5,6% no faturamento nominal (+2,6% em termos reais) diante de 2024, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Autopeças (Abipeças) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Responsáveis por aproximadamente 64,5% do total das vendas da indústria de autopeças no ano, as OEMs (fabricantes originais de equipamentos, na sigla em inglês) contribuíram com aumento de 8,7% no faturamento nominal (+5,5% real), puxando para cima o desempenho final.

O resultado contrasta com o desempenho das montadoras em 2025, que foi modesto quando comparado ao ano anterior.

A produção de veículos novos avançou somente 3,5% – ante 9,7% em 2024 – e o mercado interno desacelerou, observando alta de 1,1% nos emplacamentos nacionais, em comparação com 10,8% no ano anterior.

De qualquer forma, o excepcional desempenho das exportações de veículos funcionou como sustentáculo para a produção local, assegurando crescimento e diversificação de mercados. As vendas ao exterior tiveram incremento de 32,1%, com maior concentração para Argentina (+85,6%).

A indústria de autopeças refletiu essa dinâmica. As exportações, denominadas em real, também se destacaram, com alta de 4,4% (+1,5% em termos reais). O desempenho da economia argentina favoreceu o crescimento de 12,5% das exportações de autopeças brasileiras no ano passado.

Além disso, a queda das exportações para os Estados Unidos (-12,8%), em razão das sobretaxas impostas pelo governo americano, intensificou os negócios para mercados tradicionais como Alemanha, Reino Unido, Colômbia e Peru e em mercados emergentes como África do Sul e Uzbequistão.

O mercado de reposição foi o único que encerrou 2025 em queda (-2,8% em termos nominais e -5,6% em termos reais).

A ociosidade da indústria de autopeças esteve, em média, em 26,6% em 2025, o que representou leve aumento de 0,8 p.p. em relação à média de 2024. No ano, foram gerados cerca de 4 mil empregos, alta de 3,7%.

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