São Paulo, 03 de junho de 2026

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14/03/2026

Peerdustry cria planta-piloto para otimizar produtividade na usinagem

(15/03/2026) – Criada há quase 10 anos para ser um canal entre fornecedores de serviços de usinagem e compradores de peças usinadas, a Peerdustry tem ampliado seu portfólio de serviços. A empresa tem investido na busca de soluções, desde ajudar os fornecedores na definição de preços dos serviços até a criação de um software com IA para automatizar a programação CAM. O mais novo projeto da empresa envolve a criação de uma planta-piloto que tem como principal objetivo o aumento da produtividade na usinagem de peças não seriadas.

A primeira planta foi instalada em Joinville (SC), em meados do ano passado, em parceria com a Alltech. Uma segunda planta-piloto está sendo instalada na futura filial da Alltech em Jundiaí (SP).

A planta-piloto consiste em um centro de usinagem 3 eixos Okamura, da Alltech, equipado com os softwares que compõem a metodologia de produção da Peerdustry. O projeto inclui o software com IA para automatizar a programação CAM, biblioteca de ferramentas e parâmetros também com IA, automatização dos fluxos de NFs e pedidos, além de processos e métodos que visam ampliar o tempo efetivo de produção da máquina.

Para incrementar ainda mais o projeto, a Peerdustry fechou parcerias com outros fornecedores. Assim, a máquina está equipada com presetter e apalpadores da Renishaw; porta-ferramentas e morsas da Schunk; os fluidos de usinagem da Blaser Swisslube; e as ferramentas da Sandvik Coromant.

“A participação destas empresas não se limita ao fornecimento dos produtos. Estão também contribuindo com seu know-how para levar a utilização desses recursos ao limite”, diz Bruno Gellert, CEO da Peerdustry. “Estamos trabalhando juntos, estamos sendo treinados com as tecnologias destes parceiros e eles ainda nos apoiam em desenvolvimentos específicos de tecnologia”.

Gellert informa que os levantamentos nacionais e internacionais apontam que o uso efetivo das máquinas no chão de fábrica, na usinagem não seriada (baixo volume, alto mix), varia entre 17 e 24%. Em geral, as máquinas ficam paradas à espera de programas, set-ups, entre outros gargalos. “Estes dados nos levaram à conclusão de que o limite da nossa solução era a produtividade do nosso fornecedor e nós, enquanto uma empresa de tecnologia de software, deveríamos contribuir para aumentar a produtividade deles”, diz.

O executivo conta que na planta-piloto de Joinville, que opera como se fosse um dos fornecedores da Peerdustry, os resultados têm sido bastante animadores. “Lá, no final de 2025, já chegamos a 58% do tempo efetivo de produção, mais do que o dobro da média de utilização de máquinas do mercado (de 17 a 24%) na produção não seriada. E estamos perseguindo algo maior que isso”.

Outro objetivo é levar a planta a operar 24 h por dia, com muita automação. Em Joinville, já se alcançou 17 h de produção. Quando a nova unidade estiver em operação em Jundiaí, no segundo semestre, pretende-se alcançar este mesmo volume.

Mas o principal objetivo é levar todo esse pacote de soluções para os prestadores de serviços de usinagem da rede da Peerdustry, hoje composto de mais de 600 empresas, que somam mais de 3 mil máquinas. “É uma fábrica aberta, onde os interessados – e não apenas os fornecedores da Peerdustry – podem ir e copiar o desenho do sistema de produção Peerdustry – tecnologia, processo, método. Queremos que seja copiado cada vez mais”.

De acordo com Gellert, as empresas que visitam a planta têm demonstrado grande interesse. Porém, existem dois grupos de empresas, as mais tradicionais e mais céticas, e as inovadoras, mais arrojadas que estão aderindo ao projeto. “A aderência está boa. Este é um caminho sem volta. Estamos conseguindo ajudar empresas a ganhar mais e trabalhar menos, de forma mais organizada”.

Muitas empresas, porém, têm optado por contratar os serviços de consultoria para a instalação do sistema de produção. “Isto nos levou inclusive a lançar uma área da Peerdustry voltada à consultoria e treinamento em tecnologia, processos e IA para melhorar a produtividade da usinagem, que inclui a implementação da automação de CAM, criação de bibliotecas padronizadas de ferramentas e parâmetros e aplicação do método de produção Peerdustry”.

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