
(15/03/2026) – A cidade de São Paulo pode ser o centro financeiro do Brasil, mas é no Grande ABC e em cidades do interior do estado, como as da região de Sorocaba e São José dos Campos, que estão a capacidade produtiva e de transformação de matéria-prima em produtos e serviços tecnológicos que tornam o país mais competitivo globalmente.
De fato, desde que foi criado em São Paulo o sistema de parques tecnológicos para incentivar investimentos em inovação e reunir, em um mesmo local, empresas inovadoras, centros de pesquisa e universidades, o estado potencializou suas capacidades e serviu de inspiração para outros estados.
O parque tecnológico de São José dos Campos, criado em 2006 no berço do setor aeroespacial e de defesa, foi o primeiro a se credenciar nesse sistema.
Lá surgiram e amadureceram startups como a Eigendauer, criada em 2021 para atender a indústria pesada e de precisão da região – além da aeroespacial, a automotiva, de energia e outras que utilizam componentes altamente duráveis e confiáveis, como engrenagens, molas e eixos.
Um software desenvolvido pela Eigendauer cria modelos digitais (gêmeos digitais) de processos de manufatura e permite a análise e otimização dos processos antes que sejam executados na linha de produção. A empresa também oferece serviços de investigação de falhas em componentes, identificando porque uma peça falhou ou mostra desempenho abaixo do esperado.
Localizada também no Parque Tecnológico de São José dos Campos, a Lanx desenvolve e licencia softwares customizáveis para a indústria 4.0. Seus sistemas fazem a coleta de diferentes variáveis de produção e de matriz energética, para análise em tempo real e entrega de insights. Para isso, utiliza inteligência artificial.

Já a Infinite Foundry, de São Caetano do Sul, no Grande ABC, desenvolve tecnologias de simulação e otimização de processos industriais como gêmeos digitais, simuladores virtuais e sistemas automatizados de medição.
Em menos de dez anos, a startup ganhou clientes de peso, como Siemens, Bosch, ArcelorMittal, Continental, Novo Nordisk e Embraer, expandindo a atuação para Portugal – e os planos são avançar ainda mais no mercado europeu.
Seus sistemas resultam em reduções de 20% de consumo de energia e 40% de desperdício, além de melhorar em 30% a produtividade.
Sediada em Itu, a ReciGreen, é pioneira em logística reversa de sacos de cimento, argamassa, cal, gesso, entre outras pós-consumo, proporcionando a limpeza do papel Kraft para reciclagem, a fim de diminuir o impacto ambiental através da tecnologia verde.
Para revolucionar o setor da construção civil, um dos mais poluentes do mundo, a ReciGreen criou um moderno conceito de Construção Amiga Verde. A empresa certifica com o selo GFC (Green Friendly Construction) todas as obras comprometidas em reciclar seus sacos embalados com o nobre papel Kraft.
Por sua vez, a startup Apollo Solutions, de Indaiatuba, fornece soluções avançadas em Inteligência Artificial, visão computacional e aprendizado de máquina para processos dentro de uma indústria, desde a linha de produção até a gestão de estoque.
A companhia atende os segmentos de manufatura, têxtil, automobilístico, linha branca e softhouse, e já concluiu projetos em mais de 11 países, com redução de 30% dos custos operacionais.
Criada para colocar a tecnologia a serviço da Saúde e Segurança do Trabalho (SST), a FAP Online, de Santo André, lançou em 2013 uma plataforma completa de saúde ocupacional e segurança do trabalho.
O sistema reúne informações de saúde e segurança dos trabalhadores e conta com uma extensa rede credenciada de clínicas ocupacionais no Brasil inteiro, além de serviços técnicos especializados para emissão de relatórios e documentos necessários, com base nos dados registrados.
Fonte: Portal da Indústria/CNI