
(19/02/2026) – A direção da Avibras Indústria Aeroespacial informou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região que pretende retomar as atividades da fábrica também localizada nesta cidade do interior paulista (com fábricas em Jacareí e Lorena) no próximo dia 16 de março.
Com fábricas em Jacareí e Lorena, ambas em São Paulo, fundada em 1961, a Avibras tem como seu principal produto o Sistema Astros, capaz de lançar mísseis de cruzeiro e foguetes guiados. Produz também foguetes, motores-foguetes, veículos blindados, entre outros. A empresa chegou a integrar o ranking das 100 maiores exportadoras do País.
Para a retomada das operações, é necessário que seja concluída a proposta de pagamento das dívidas trabalhistas, negociada com o sindicato, e resolvida a pendência da recuperação judicial da Avibras no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A Avibras, principal indústria bélica do país, está parada desde setembro de 2022. Nesse período, já foram acumulados 34 meses sem pagamento aos trabalhadores.
Recentemente, representantes do sindicato reuniram-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e voltaram a cobrar do governo federal a liberação de recursos para a Avibras.
Na reunião, Alckmin informou que o governo está se empenhando em fechar um contrato entre o Exército e a Avibras, no valor de R$ 900 milhões, por cinco anos. A confirmação, segundo Alckmin, deve ser feita até o término da negociação que está em andamento entre o sindicato e a Avibras para o pagamento das dívidas trabalhistas acumuladas pela empresa.
No final de janeiro, oficiais do Exército, incluindo o diretor de Fabricação do Exército Brasileiro, general de Brigada Tales Eduardo Areco Villela, estiveram na sede da Avibras para “dialogar sobre os projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com a empresa, com foco na retomada das operações e no fortalecimento da cooperação institucional”, segundo nota divulgada pela Avibras.

Para a Avibras, “é uma grande satisfação apresentar à comitiva do Exército Brasileiro o status do processo de retomada de suas atividades, no caminho da recuperação da empresa e do reinício de suas operações”.
“Já estamos há quatro anos nesta luta e defendemos a estatização da Avibras. Se o governo não assumir a empresa, tem de pelo menos garantir os contratos para que a fábrica seja retomada”, disse Weller Gonçalves, presidente do Sindimetal.