São Paulo, 02 de fevereiro de 2026

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31/01/2026

Vendas da indústria de máquinas fecham 2025 em alta

(01/02/2026) – O setor de máquinas e equipamentos encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 7,3% da receita líquida total sobre 2024, segundo divulgou a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em coletiva de imprensa na quarta-feira, 28.

De acordo com a entidade, o primeiro semestre do ano foi de forte atividade, acumulando crescimento na ordem de dois dígitos, mas essa tendência foi revertida no segundo semestre, quando foi registrada uma desaceleração.

No mês de dezembro, por exemplo, houve uma queda de 9,9% em relação a novembro e de menos 3% na comparação com dezembro do ano anterior.

De qualquer modo, as receitas líquidas de vendas, que expressam os resultados das empresas locais do setor, registraram desempenho acima das expectativas em 2025, atingindo R$ 221,68 bilhões.

O valor foi 8,4% maior que o observado em 2024, mesmo com o recuo de 6,5% no último trimestre de 2025 em relação ao quarto trimestre de 2024, com destaque para a indústria extrativa, setor agrícola e obras de infraestrutura.

Já as exportações, após o recuo de 7,8% registrado em 2024, tiveram crescimento de 5,0% no ano.

O aumento na quantidade exportada, aliado ao crescimento das vendas para países da América Latina e Europa, compensou perdas decorrentes da desaceleração do mercado norte-americano, marcado pelo tarifaço imposto por Donald Trump (-9,4%) e a queda dos preços internacionais.

As importações em 2025 somaram US$ 32,17 bilhões, valor 8,3% superior ao registrado em 2024 e também o maior nível da história do país.

No geral, os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil cresceram 7,9%, para R$ 411 bilhões, com reflexo na melhora do nível de emprego no setor, que encerrou o ano com 414,3 mil trabalhadores, acréscimo de 15.512 pessoas diante de 2024.

Para 2026, a Abimaq projeta um cenário de crescimento menor do que o resultado do ano passado, algo em torno de 4%, indicando uma desaceleração diante dos 7,3% de 2025.

“Devemos sofrer o impacto das taxas de juros elevadas, restrição ao crédito e instabilidades externas”, afirmou Maria Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da entidade.

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