(29/03/2009) – O mercado brasileiro de ferramentas de corte tem um novo concorrente desde o início de março, a Pramet. Com sede na República Checa, a empresa chega ao Brasil com planos de conquistar espaços principalmente nos segmentos de moldes e matrizes e de usinagem pesada.
Diretor da Pramet do Brasil, Atilano Vence Rey explica que há 10 anos a empresa – bem consolidada no mercado do Leste Europeu – iniciou um processo de globalização, visando aumentar a sua presença nas demais regiões do mundo. “Dentro desse processo, em 2008, a Pramet lançou plano de instalar subsidiária em todos os países do grupo dos BRICs. Já estamos na Rússia, na Índia e no Brasil e em breve será instalada filial na China”, informa Rey.
No Brasil, legalmente a filial foi criada em outubro de 2008, mas só passou a operar neste mês de março. Com sede em Sorocaba (SP), a filial já montou rede de representantes para operar no Estado de São Paulo. No segundo trimestre será a vez de Minas Gerais e Rio de Janeiro e está previsto para o terceiro trimestre a formação da rede de representantes nos Estados da Região Sul. “Nossa meta é a de conquistar 5% do mercado brasileiro em cinco anos”, afirma o diretor.
A princípio, Rey diz que a filial vai concentrar os esforços na linha ferramentas para a usinagem de moldes e matrizes, segmento no qual tem boa participação no Leste Europeu. “Vamos focar na nossa linha de high feed cutting para matrizaria, linha de fresamento com alta velocidade e altos avanços”, diz. “Essa linha se diferencia por utilizar pastilhas quadradas, enquanto a maioria dos concorrentes oferece pastilhas com três arestas”.
O segmento de material ferroviário é outro que estará no foco da Pramet, principalmente os fabricantes de rodas e trilhos de trem. “Conquistamos boa participação nesse segmento na Rússia, país que tem uma das maiores malhas ferroviárias do mundo, só perdendo para os EUA e a Índia”, diz. “Somos muito competitivos nesse segmento”.
PRAMET – A Pramet produz ferramentas de metal duro em Sumperk, na República Checa, desde 1951, tendo se transformando num dos principais fornecedores para os países do bloco soviético. Isso explica em parte o conhecimento que a empresa detém em usinagem pesada – tubos, cilindros de laminação e em caldeiraria. Hoje, a empresa produz linha completa de ferramentas: torneamento, fresamento, furação e operações especiais.