(15/03/2009) – No final de março, a Röhm do Brasil deixará de produzir ferramentas de fixação em sua unidade na capital paulista. A conjuntura mundial, associada aos altos custos de produção local, levaram a matriz a optar pela concentração das atividades fabris na Alemanha. O objetivo é o de ampliar a competitividade, com os benefícios da maior escala de produção.
Rolf Diethelm, diretor-geral da Röhm do Brasil, no entanto, prevê que a empresa ainda voltará a produzir no Brasil. “Estou convencido de que a Röhm voltará a produzir aqui, porque acredito que o Brasil ainda vai ser um grande mercado. Não em um ou dois anos, mas a médio prazo”, diz.
Segundo o diretor-geral, a filial passará a focar suas atividades a partir de abril na linha standard, concentrando-se em peças-chave, como as placas hidráulicas universais com ou sem passagem (KFD-HE). As peças para adaptações, assim como as peças de reposição, serão fabricadas por parceiros brasileiros qualificados pela empresa. Projetos de peças especiais simples continuarão sendo atendidos pela equipe de engenharia local; para os mais complexos a filial irá utilizar a engenharia e a produção da Röhm da Alemanha, que aliás acaba de investir numa máquina multitarefa com capacidade para usinar peças de até 4.000 mm.
“Acredito que com a nova estratégia poderemos atender melhor o mercado brasileiro do que hoje. Ganharemos em competitividade com a maior escala de produção na matriz”, avalia. Diethelm faz questão de frisar que a Röhm manterá presença forte no mercado brasileiro, com foco na venda e suporte ao cliente, assegurando atendimento pós-venda, assistência técnica e garantindo o fornecimento de peças de reposição.
A estratégia global do grupo também será alterada. A matriz pretende ampliar a participação das soluções complexas no seu mix de produtos, ficando menos dependente dos produtos mais simples, onde vem sofrendo forte concorrência de fabricantes asiáticos. “Nas soluções mais complexas, que exigem maior know-how, é que a larga experiência da engenharia da Röhm se destaca”, diz, lembrando que em 2009 a empresa comemora o seu centenário. Também em 2009 a filial brasileira completa 50 anos de atividades, onde produzia desde 1976.
O executivo explica que as conversas sobre a paralisação das atividades fabris tiveram início do final de 2008, após o início da crise financeira mundial, mas o aprofundamento da situação no início de 2009 foi decisivo. “Até outubro os negócios estavam dentro normal. Mas a partir daí nossas vendas – semelhante ao que ocorreu com as vendas de máquinas – foram fortemente impactadas”, informa. “Nossos clientes e distribuidores optaram por ajustar seus estoques. Com isso, em janeiro e fevereiro as vendas caíram cerca de 60chr37”, explica, lembrando que a empresa manterá o mesmo endereço e telefones.