(15/02/2009) – Fabricante de máquinas de grande porte e centros de usinagem, a TaurusWotan – após o excelente desempenho em 2008 – entrou em 2009 com a carteira de pedidos fechada até agosto. Destoando da maioria dos fabricantes nacionais, a empresa ainda teve boas surpresas em janeiro: fechou a venda de mais cinco máquinas de grande porte.
“Janeiro foi muito além do que prevíamos”, informa Sylton Harb, gerente Nacional de Vendas da TaurusWotan. “Fechamos a venda de duas máquinas para os Emirados Árabes e três para projetos nacionais”. Não por acaso, os negócios foram fechados com empresas que fornecem peças para dois setores que continuam aquecidos, petróleo e gás e geração de energia.
Para os Emirados, irão seguir duas mandriladoras especiais, uma com capacidade para a produção de peças de até 25 t e a outra de 10 t . Para os projetos nacionais, foram contratadas a produção de duas mandrilhadoras de médio porte e uma máquina Floor Type com eixo X de 20 m.
INVESTIMENTO – Harb explica que desde o início da crise financeira internacional, a fábrica da empresa em Gravataí (RS) passou por alguns ajustes. Ao contrário do que se poderia pensar, o objetivo não era um downsizing. Foram investidos cerca de R$ 8 milhões em equipamentos – uma retífica, uma máquina portal e um torno vertical – para poder atender aos pedidos já em carteira.
As máquinas começaram a ser instaladas em novembro e entraram em operação no início de fevereiro. “A Taurus julga que nesses momentos de crise, quando o mercado está mais calmo, é que se deve investir, para estar a plena carga quando o mercado retomar”, observa.
Além de atender os pedidos que estão em carteira, o investimento visou também ampliar a capacidade para poder participar de grandes projetos nas áreas de energia e petróleo que devem ser definidos até o final do primeiro semestre.
Harb reconhece, porém, que a empresa não está totalmente imune à crise. “Na nossa linha de centros de usinagem de pequeno porte (até 1000 mm) não vendemos uma máquina desde novembro”, comenta.