São Paulo, 25 de junho de 2026

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03/03/2012

Komet investe na produção local de ferramentas de PCD


(04/03/2012) – A Komet do Brasil está em franca expansão. Após uma bem-sucedida reestruturação, a empresa acaba de dar início a um investimento estimado em R$ 6 milhões, que capacitará a subsidiária brasileira a produzir ferramentas especiais de PCD.

“As primeiras máquinas já chegaram”, conta José Luiz Marcandalli, gerente-geral da Komet do Brasil. O executivo explica que a decisão de ampliar a unidade instalada em Guarulhos (SP) foi decidida no final do ano passado, quando o presidente mundial da companhia esteve no Brasil, “mas só resolvemos divulgar agora, com a chegada das máquinas”.

A unidade receberá uma célula completa para a fabricação de ferramentas especiais de PCD. No total, serão oito máquinas, entre elas duas retíficas CNC, duas de eletroerosão a fio, uma balanceadora, além de equipamentos especiais para medição. “Vamos passar a produzir ferramentas especiais de PCD no Brasil com corpo em aço ou metal duro”, informa o gerente. “Também iremos produzir toda a linha de suportes HSK e ABS (sistema de troca rápida da Komet)”.

Até aqui a subsidiária brasileira produzia apenas alargadores de metal duro, cermet e ferramentas especiais em aço. No caso de ferramentas de PCD, a filial brasileira realizava apenas o pré-projeto, o projeto final e a produção eram realizados pela matriz, na Alemanha.

Com o novo maquinário e os treinamentos da equipe (que estão sendo realizados no Brasil e na Alemanha) para a transferência de tecnologia, a unidade de Guarulhos irá se transformar num CoC – Center of Competence da Komet e estará apta a desenvolver integralmente projetos de engenharia e produzir ferramentas a partir da matéria-prima de PCD. Hoje, a companhia conta com centros de competência similares na Alemanha, Estados Unidos, Índia e China.

A nova célula deve entrar em operação em setembro de 2012. “Um dos motivos deste investimento é o crescimento do mercado brasileiro, a estabilidade da economia e particularmente o aumento da demanda por usinagem de alumínio, já que várias montadoras estão optando por equipar seus veículos com motores e componentes em alumínio”.

Na avaliação de Marcandalli, o mercado brasileiro ainda é carente em termos de opções de fornecedores de ferramentas para a usinagem de alumínio. “Nós enxergamos um grande espaço nesse mercado. As grandes empresas, aqui instaladas, estão procurando parceiros internacionais, players fortes em tecnologia. Acreditamos muito no potencial da Komet nesse segmento”, afirma o gerente, frisando que a meta inicial da empresa é conquistar 8% desse mercado.

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