(26/02/2012) – A indústria nacional de bens de capital mecânicos deve crescer 10,3% ao ano até 2014. A estimativa consta do estudo “Perspectivas da Indústria de Bens de Capital Mecânicos”, realizado pelo DCEE – Departamento de Competitividade, Economia e Estatística, da Abimaq.
Segundo o estudo, os investimentos monitorados pelo BNDES para o período 2011-2014 somam R$ 3,3 trilhões, valor cerca de 70% superior aos investimentos realizados no período 2006-2009 (R$ 1,9 trilhão). Se no período 2006-2009, o montante de recursos resultou num faturamento dos associados da Abimaq de R$ 180,8 bilhões (9,2% dos investimentos realizados), a tendência é que no período 2011-2014 o faturamento do setor alcance R$ 267,5 bilhões (8,8% do total de investimentos previstos).
De acordo com DCEE, a estimativa é que 90% dos investimentos previstos sejam realizados, a exemplo do que ocorreu no período 2006-2009.
“Para o período 2011-14, há dois fatores de grande impacto na macroeconomia”, avalia o estudo. “No mercado externo temos a crise internacional com reflexos negativos nas exportações e no crescimento do País, enquanto no mercado interno os eventos esportivos e a exploração de petróleo e gás devem ajudar o crescimento e neutralizar o cenário externo.”
Entre os investimentos previstos para o período 2011-2014, estão os recursos que serão aplicados nos setores de petróleo e gás, agrícola, derivados do petróleo, energia elétrica, alimentos, mineração, metalurgia, transporte rodoviário, siderurgia, saneamento, ferrovias, veículos, máquinas e equipamentos, entre outros, num total de 32 setores.

Os autores do estudo avaliam que “a previsão de investimentos para 2012 mostra que, em principio, vai haver demanda para bens de capital”. Já quanto a “participação da indústria nacional no bolo vai depender da melhoria das condições de competição das empresas brasileiras”.
E ainda: “há oportunidade real de mudanças no modelo macroeconômico invertendo a prioridade entre investimento e consumo e esta mudança implica na indústria voltar a ser o polo dinâmico da economia e o Brasil passar a crescer, acima da media mundial, ao longo dos próximos anos”.
Para tanto, “a política macroeconômica deve tornar o ambiente favorável ao investimento produtivo, ao emprego e a distribuição de renda sem conflitar com uma política industrial que, alem de defender de forma eficaz a sobrevivência da industria de transformação no curto prazo, sinalize rumos e implemente medidas estruturantes com horizontes e metas de curto, médio e longo prazo”.
