(22/02/2012) – “A competitividade brasileira será prejudicada com o corte de R$ 1,48 bilhão na área de Ciência, Tecnologia & Inovação”, avalia a Anpei – Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras, em nota divulgada à imprensa. Segundo a entidade, esse montante representa perda de 22% no valor previsto originalmente na Lei Orçamentária Anual, que era de R$ 6,7 bilhões. O anúncio foi feito na última quarta-feira, dia 15, pelo Ministério do Planejamento e pelo Ministério da Fazenda.
Para a Anpei, uma Política de Estado não pode ser impactada por circunstâncias econômicas. “Inovação é pilar fundamental de competitividade de qualquer nação”, afirma Guilherme Marco de Lima, vice-presidente da entidade. “O Brasil com um corte dessa proporção prejudica, ainda mais, a capacidade das empresas brasileiras de agregarem valor aos seus produtos e processos e, consequentemente, de reverterem o déficit crescente da balança comercial”, acrescenta.
Desde 2007, o País registra saldos negativos crescentes em sua balança comercial que, em 2011, chegou a U$ 92 bilhões. Em janeiro deste ano, déficit registrado foi de US$ 1,291 bilhão (US$ 16,142 bilhões de exportações contra US$ 17,433 bilhões de importações), o pior resultado para um mês de janeiro, desde 1973. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
De acordo com Lima, um Brasil mais competitivo passa, necessariamente, pelo fortalecimento de inovação. E, o discurso da presidente Dilma Rousseff, durante posse do ministro Marco Antonio Raupp, aponta para esse direcionamento: “o grande instrumento de construção do futuro deste país passa necessariamente pela ampliação das oportunidades e da qualidade da Educação e assegurarmos que o Brasil seja capaz de produzir Ciência, seja capaz de produzir Tecnologia e seja capaz de inovar”.