São Paulo, 28 de junho de 2026

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18/12/2011

Dilma prevê crescimento do PIB de 5% em 2012

(18/12/2011) – Apesar de apontar a questão econômica como a principal dificuldade enfrentada por seu governo neste ano, a presidente Dilma Rousseff disse estar otimista em relação ao desempenho econômico do Brasil para 2012. Dilma estima um crescimento do PIB em torno de 5% para o próximo ano.

“A minha expectativa é otimista. A minha meta e a da equipe econômica é de crescimento de 5%chr38rdquo;, disse a presidente durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, no último dia 16.

O otimismo de Dilma em relação à economia, também se refere à inflação, que, segundo a estimativa da presidenta, deve ficar “sob controle” em 2012. Ela não afirmou que o índice caminhará para o centro da meta (4,5%), admitindo que poderá ficar um pouco acima. “Nós temos certeza de que a inflação ficará sob controle, fazendo aquela curva suave”, destacou. “O importante é que a inflação fique sob controle”.

Dilma voltou a lembrar que as reservas de recursos do governo dão condições de afirmar que, apesar da crise, o país tem melhores condições de superar os problemas internos na economia. “As ações que tivemos do ponto de vista fiscal é que nos dão hoje um bom fôlego, uma grande capacidade de manobra”, disse, referindo-se às reservas internacionais e ao resultado dos depósitos compulsórios dos bancos, que hoje chegam a R$ 450 bilhões, em poder do Banco Central.

“Temos recursos próprios para enfrentar esse problema. Em outros países, quando a coisa aperta, tem que se recorrer ao Orçamento. Nós temos reservas, temos o compulsório e também temos margem de manobra na política monetária”, comentou.

Dilma lembrou que o governo se antecipou ao agravamento no cenário internacional. “Também nos antecipamos na avaliação do que vinha. A área econômica viu que a crise era diferente da de 2008. Pouco antes da metade do ano, começamos a acender o sinal vermelho. Vimos que a crise seria de longo prazo e com picos”, observou.

Na avaliação de Dilma Roussef, a tendência de todos os países do mundo, em meio à crise, será a de se voltar para investimentos internos. Esses conceitos, segundo ela, também vão nortear as campanhas eleitorais nos países desenvolvidos. Ela citou o conceito de “relocalização” que deverá ser a ideia central da campanha na França e os programas de incentivos a investimentos feitos pelos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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