(11/12/2011) – Com faturamento em torno de R$ 4 bilhões, a indústria metroferroviária brasileira encerrará 2011 com receita 30% superior à de 2010, que fechou em R$ 3,1 bilhões. O resultado foi apresentado no encontro anual do Simefre – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, realizado na última terça-feira, 6, no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo (SP).
De acordo com Vicente Abate, diretor do Departamento Ferroviário de Cargas do Simefre e também presidente da Abifer – Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, o bom desempenho deveu-se aos vários projetos no segmento de passageiros em função da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 e aos investimentos em ferrovias de carga, que estão envolvendo a implantação de 11,8 mil km de novas vias principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.
“No total, em 2011 a indústria deve tirar de suas linhas de montagem cerca de 5.700 vagões de carga, 328 carros metroviários para o transporte de passageiros e 113 locomotivas”, enumerou Abate.
Ele salientou que a receita de R$ 4 bilhões inclui também, além da produção destes itens novos, a reforma, recuperação, modernização e manutenção de equipamentos pelas empresas associadas ao Simefre, tanto no segmento de cargas como no de transporte de passageiros.
Para 2012, a expectativa do setor é de uma produção um pouco menor no segmento de cargas e a manutenção do desempenho na área de passageiros e de locomotivas, além da continuidade das encomendas em reforma e modernização. “O atual momento é o melhor para a indústria metroferroviária brasileira desde o apogeu do segmento, na década de 1970”, afirmou Abate.
A previsão é de uma produção entre 3.500 a 4 mil vagões de carga (dos quais pelo menos 50 deverão ser comercializados no mercado externo) e de pelo menos 300 carros de passageiros. Espera-se ainda o acréscimo na frota de mais 110 locomotivas novas e que cerca de 100 locomotivas sejam reformadas.