São Paulo, 27 de junho de 2026

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26/11/2011

Máquinas importadas: setor fecha 2011 com alta de 10%

(27/11/2011) – Os importadores de máquinas-ferramenta e equipamentos industriais vão fechar 2011 com faturamento estimado em US$ 2,4 bilhões, o que representa crescimento de 10% sobre 2010. O desempenho está abaixo do previsto pela Abimei, entidade que representa o setor, que projetava crescimento de 15 a 20% este ano, e ainda aquém dos US$ 2,6 bilhões registrados em 2008. “Estamos otimistas e esperamos que em 2012 possamos recuperar o patamar pré-crise”, afirmou Ennio Crispino, presidente da entidade, em coletiva de imprensa realizada na semana passada.

Na avaliação do dirigente, o mercado se comportou dentro do previsto até os meses de setembro/outubro, “quando nossos associados passaram a perceber sinais de queda nos negócios”. A diminuição no ritmo nos negócios é atribuída à crise externa, “desde já uma das principais preocupações do setor para o próximo ano”.

Segundo a Abimei, a indústria automobilística manteve-se “em ritmo aceitável” ao longo do ano. Já o setor de autopeças – que em conjunto com as montadoras responde por 2/3 dos negócios dos importadores de máquinas e equipamentos industriais – ainda sofre com a importação de componentes acabados. “O aumento do IPI para carros importados e a exigência de 65% de nacionalização das peças em carros nacionais abrem boa perspectiva para o setor de bens de capital, tanto nacionais quanto importados. Porém, quaisquer reflexos dessas medidas só serão sentidos em meados de 2012”, disse Crispino.

Entre os segmentos representados pela Abimei, o melhor desempenho foi obtido no de máquinas para corte e conformação, com alta superior a 10%. Crispino destacou as máquinas de corte a laser e as prensas de grande capacidade – máquinas de alto valor agregado – como as principais responsáveis pela boa performance. “Havia demanda reprimida por estes tipos de máquinas no Brasil”, justifica.

Já os distribuidores de máquinas para usinagem importadas, segundo Crispino, não têm muitos motivos para comemorar. “Havia capacidade ociosa para este tipo de máquina e os empresários não precisaram comprar em 2011 quanto em anos anteriores”, explicou.

No segmento de máquinas para transformação de plásticos, o volume de negócios se manteve estável em relação a 2010. “O boom desse segmento ocorreu em 2009, agora este mercado retornou à normalidade”.

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