São Paulo, 22 de abril de 2024

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16/03/2024

O que explica o grande volume de investimentos das montadoras no País?

(17/03/2024) – Para quem acompanha os negócios do mercado brasileiro de veículos chega a ser surpreendente o número de anúncios de investimentos realizados pelas montadoras desde o início de 2024. E não só pelo número de anúncios – praticamente todas as montadoras instaladas no País divulgaram planos de investimentos recentemente -, mas também pelo volume de recursos anunciados.

A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores estima que o montante do ciclo atual já soma R$ 117 bilhões. Destes, R$ 66 bilhões – ou seja, mais da metade – foram anunciados neste início de ano. Para a entidade, o setor está vivendo um ciclo recorde de investimentos.

Até então, o período do programa Inovar-Auto, de 2012 a 2018, era considerado o de maior volume de aportes, totalizando R$ 85 bilhões. “O ciclo atual já contempla mais de R$ 117 bilhões de investimentos ativos desde 2021, sem contar os do setor de autopeças”, informa a entidade.

“Após as medidas anunciadas pelo poder público, que proporcionam previsibilidade às empresas, o volume de investimentos anunciados vem batendo seguidos recordes, com grande possibilidade de novos anúncios nos próximos meses”, afirmou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea.

Previsibilidade – Perguntando, em coletiva de imprensa, sobre os motivos da concentração dos anúncios, principalmente neste início de ano, Leite apontou três fatores básicos. Segundo ele, o que aconteceu é que, enquanto o governo federal trabalhava num cenário de oferecer alíquota zero de Imposto de Importação para veículos com novas tecnologias (elétricos, híbridos…), não havia motivos para se investir.

Assim, a partir do momento, em que o governo e o MDIC – Ministério da Indústria, Comércio e Serviços passaram a trabalhar com “a elevação gradual do imposto de importação para as novas tecnologias o cenário mudou, levando as empresas a realmente tomar a decisão de realizar estes investimentos”.

A segunda medida do governo que reforçou a retomada dos investimentos foi o lançamento do Programa Mover – Mobilidade Verde. “O programa Mover tem na sua essência a produção local. Tem o tratamento tributário, regulatório, muito focado nos produtos que o Brasil tem vantagens competitivas, caso do etanol, biocombustíveis”, explicou Leite.

Em sua opinião, em especial, o Programa Mover traz previsibilidade. “Que é justamente o que o setor sempre pediu ao governo: previsibilidade. E isto veio com a reforma tributária, com a recomposição gradual da alíquota de imposto de Importação e com o lançamento do Programa Mover”.

Igor Calvet, diretor-executivo da Anfavea, lembra que “previsibilidade” é uma palavra superimportante para o setor, que tem norteado as ações da indústria automobilística. E acrescenta ainda outros fatores que estão impulsionando os investimentos: a aprovação do Marco Legal das Garantias e a gradual queda nas taxas de juros. “É esse quadro de otimismo que esperamos que se espraie pelo setor e que redundará em novos investimentos até o final do ano”.

Lançado no final do ano passado, o Programa Mover foi criado para substituir o Rota 2030. Até o seu final, em 2028, o programa deverá alcançar mais de R$ 19 bilhões em créditos concedidos às empresas que investirem em descarbonização e se enquadrarem nos requisitos obrigatórios do programa.

O Mover amplia as exigências de sustentabilidade da frota automotiva e estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística, expandindo o antigo Rota 2030. Pretende assim promover a expansão de investimentos em eficiência energética, incluir limites mínimos de reciclagem na fabricação dos veículos e cobrar menos imposto de quem polui menos, criando o IPI Verde.

 

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