São Paulo, 27 de fevereiro de 2024

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16/12/2023

Setor de ferramentaria quer (e precisa) investir em modernização

(17/12/2023) – As ferramentarias brasileiras estão interessadas em investir em modernização e novas tecnologias. Mais do que um desejo de se atualizar, esta é uma necessidade. Se o maquinário utilizado nas indústrias brasileiras como um todo tem idade média de 15 anos, como mostrou estudo recente da CNI, no caso das ferramentarias o tempo médio de uso é ainda maior, de 21 anos, como revelou levantamento da Abinfer – Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais.

Ou seja, existe uma defasagem tecnológica do setor – consequência de vários fatores, com destaque para as seguidas crises da economia nacional –, que deixou as ferramentarias nacionais menos competitivas. Algumas ferramentarias, aliás, já estão procurando renovar o parque fabril, como o mercado de máquinas já notou. Porém, não investindo para aumentar a capacidade, mas sim para substituir máquinas antigas, com o objetivo de reduzir o custo final do produto, melhorar a produtividade e diminuir o prazo de entrega.

“O parque atual é composto de muitas máquinas depreciadas e obsoletas, que consomem muita energia e já não têm mais a mesma precisão”, diz Christian Dihlmann, presidente da Abinfer, acrescentando que o resultado disso fica evidente no crescente volume de importação de ferramentais, em especial da China.

De acordo com Dihlmann, o volume de moldes e matrizes importados pelo Brasil em 2023 deve chegar a US$ 1,5 bilhão, enquanto se estima que as exportações devem ficar em torno US$ 100 milhões. Ou seja, 15 vezes menos.

Para mudar esse quadro, a entidade desenvolveu o Projeto Podium, estudo já apresentado aos ministros da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e do Trabalho, Luiz Marinho. O projeto tem 11 pilares, entre eles a renovação do parque de máquinas do setor. “Em sua primeira fase, o projeto pretende reduzir em 6 anos a idade média das máquinas em uso no setor (se igualando ao conjunto da indústria como um todo)”, explica. “Esse projeto vai demandar muitas máquinas”.

“É um programa de 11 pilares que propõe impulsionar a indústria de ferramentaria no país. O projeto visa aprimorar a competitividade e inovação das empresas do setor, além de construir um modelo de negócio sustentável e lucrativo”, diz. Além da modernização, o projeto engloba ainda várias outras ações, desde a formação profissional e gestão até a internacionalização das ferramentarias nacionais. “O objetivo final é aumentar a competitividade das ferramentarias nacionais e elevar a capacidade de exportação até conseguirmos igualar (e até superar) o volume de importações e equilibrar a balança comercial do setor”.

Num primeiro momento, o objetivo é reconquistar o mercado interno. Além da China, estão chegando ao Brasil moldes produzidos na Coreia do Sul, Índia e Turquia. “A queda da competitividade abriu espaço para a importação. As indústrias de eletroeletrônicos e de construção civil estão trazendo muito ferramental importado. Queremos recuperar esse mercado e também crescer no segmento de embalagens que é hoje um dos maiores usuários de moldes e matrizes”, comenta.

Um dos parâmetros utilizados foi a indústria de moldes de Portugal que, hoje, exporta cerca de US$ 700 milhões/ano, contando com 300 ferramentarias. No Brasil, segundo a Abinfer, além de 3.500 ferramentarias cativas (instaladas dentro de empresas, como são os casos da Volkswagen, da GM ), conta com 2 mil ferramentarias de mercado.

PERSPECTIVAS DE MERCADO – Dihlmann informa que o setor deve fechar 2023 no mesmo patamar de 2022. “Apesar de o ano ter iniciado com uma retração, o que é normal em todo início de governo, ao longo do ano, mais especificamente a partir de maio/junho, os pedidos começaram a entrar”, diz.

Para 2024, o dirigente não espera uma alta nos pedidos, mas também não deve haver decréscimo. A estimativa é de estabilidade, devido às atuais incertezas econômicas e políticas no mundo, incluindo as guerras. “Hoje, o setor está operando na faixa de 70% da capacidade. Poderíamos estar vendendo mais, mas ainda está confortável”.

Dihlmann se mostra otimista com a aprovação do Projeto Podium pelo governo. “O vice-presidente Alckmin foi muito receptivo, elogiou o trabalho, passou o documento para a sua equipe e ficou de dar um retorno em 60 dias. Embora tenhamos começado o desenvolvimento do projeto muito antes, ele está muito alinhado à neoindustrialização”, disse, acrescentando que o setor aguarda também a implantação do programa Mover, a nova versão do Rota 2030.

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