São Paulo, 20 de junho de 2024

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09/12/2023

Anfavea projeta alta na produção e vendas de veículos em 2024

(10/12/2023) – A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores divulgou suas projeções de vendas, produção e exportações em 2024. Segundo a entidade, a expectativa é de um aumento nas vendas para 2,45 milhões de veículos, 7% acima do esperado para este ano – alta de 6,6% nos veículos leves e de 14,1% nos pesados.

Já para a produção espera-se uma alta de 4,7%. A projeção da Anfavea é de um aumento de 3,3% no volume de veículos leves e de 30,1% no segmento de pesados. A entidade também espera crescimento de 2% nas exportações.

“Precisamos de todo o esforço conjunto das empresas e da sociedade para aumentar nossa produtividade, mas acredito que só em 2026 recuperaremos os níveis registrados antes da pandemia”, afirmou Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea.

A entidade também divulgou o balanço estimado de 2023. “O ano que se encerra foi marcado por aumento relevante no mercado interno, estabilidade na produção e queda nas exportações”, informa.

Mercado interno – Depois de um primeiro semestre aquém do esperado, houve um relevante aumento no ritmo de vendas de veículos a partir de agosto, atingindo média de 10,6 mil unidades/dia em novembro. O ano deverá fechar com 2,29 milhões de emplacamentos, alta de 8,8% sobre 2022, acima dos 6% projetados pela entidade No segmento de pesados, os ônibus tiveram surpreendente crescimento de 18,8% no ano, graças sobretudo à maior demanda por modelos de uso rodoviário.

Já os caminhões, conforme o previsto, registraram queda de 15,2% após a forte antecipação de compras ocorrida em 2022, na esteira da nova fase de legislação de emissões que elevou os custos dos produtos.

Produção – Apesar do crescimento do mercado interno, a produção recuou 0,5% no ano, em função da queda nas exportações e do aumento relevante das importações. A estimativa, faltando poucos dias para o encerramento do ano, é de uma produção acumulada de 2,359 milhões de veículos.

Exportações – Depois de um 2022 de forte crescimento, os embarques neste ano recuaram 17%, com 399 mil unidades. Além do encolhimento no mercado doméstico de importantes destinos, como Chile e Colômbia, houve uma sensível perda de participação dos produtos brasileiros na Argentina, nosso principal parceiro comercial, a ponto de ele ser superado pelo México pela primeira vez na história.

“Se os modelos nacionais ainda tivessem a participação de 49% no mercado argentino, como há quatro anos, teríamos vendido 95 mil unidades a mais neste ano, já que houve crescimento daquele mercado. Porém, a fatia brasileira caiu para 27%”, informa a entidade.

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