São Paulo, 26 de junho de 2026

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18/09/2011

Setor de ferramentas sente primeiros sinais de retração

(18/09/2011) – Ainda que de maneira suave, sinais de retração econômica estão sendo sentidos pelas empresas que atuam no setor de ferramentas de corte no Brasil. Segundo os profissionais ouvidos pelo site, essa diminuição no volume de negócios em parte é um reflexo das notícias sobre o aprofundamento da crise na Europa e Estados Unidos.

De acordo com os entrevistados, essa retração no movimento não é geral, ou seja, está afetando apenas alguns segmentos consumidores. O exemplo mais citado é o setor automotivo. As montadoras, após bater seguidos recordes de produção, têm recorrido a medidas como férias coletivas e paralisações de produção, como forma de reduzir os estoques.

“Essas notícias sobre crise afetam o otimismo dos empresários”, avalia Antonio Fernando Pereira, presidente da Seco Tools do Brasil. “Mas isso não quer dizer que o mercado esteja em queda. O que nós identificamos até aqui é o que o mercado está estável”, afirma, frisando que a filial mantém a estimativa de fechar 2011 com crescimento de 7% a 8% acima da média de aumento mercado nacional de ferramentas de corte.

Hélio Galheta, diretor da TaeguTec do Brasil, concorda com a avaliação: “As notícias vindas do Exterior alteraram os ânimos dos empresários brasileiros”. O diretor diz que desde agosto se observa uma desaceleração dos negócios, o que no entanto não deve comprometer as metas estabelecidas junto à matriz. “Estávamos prevendo crescer mais de 30% este ano. Minha avaliação, agora, é que chegaremos próximos aos 30%”.

Para Cláudio Camacho, diretor da Sandvik Coromant do Brasil, está-se observando certa tendência de diminuição de ritmo em alguns segmentos da indústria. “Com o aumento de estoques de automóveis nas montadoras, os fornecedores de autopeças – principalmente as pequenas empresas – estão reduzindo o ritmo de produção”, observa.

Em sua avaliação, a mudança ainda não é significativa, nem poderia ser classificada como uma tendência muito clara, “mas certamente o movimento não está igual ao primeiro semestre”. Apesar disso, acredita que a Coromant deve fechar 2011 com crescimento acima do previsto, “pois tivemos um primeiro semestre muito bom”.

Eduardo Ribeiro, diretor-presidente da Iscar do Brasil, considera que as notícias sobre o aprofundamento da crise nos Estados Unidos e Europa passaram a interferir nos negócios internos, em especial no setor automotivo, o mais importante segmento consumidor de ferramentas no País. Porém, na sua análise, o reflexo sobre o consumo de ferramenta no ano de 2011 como um todo deve ser pequeno. “Ainda é um pouco cedo para fazer afirmações, mas se não acontecer nenhuma catástrofe, deveremos fechar dentro ou muito próximo do previsto”, afirma. “Estamos mantendo a previsão de crescimento de 20% sobre o faturamento de 2010”.

“No setor automobilístico houve um movimento de contenção de despesas, embora algumas empresas ainda continuem em processo de expansão”, comenta Júlio César Tavares, gerente Comercial da Mapal do Brasil. Em sua avaliação, nesse setor, no segundo semestre, se percebe certa diminuição nos gastos com ferramentas. No entanto, os negócios da filial brasileira devem fechar conforme o previsto. Para o exercício 2010/2011, a estimativa é de crescimento de 20% e de 15% para o exercício de2011/2012.

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