São Paulo, 26 de junho de 2026

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04/09/2011

Siderúrgicas pedem ampliação da defesa comercial

(04/09/2011) – Segundo o presidente executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes, o setor siderúrgico vem perdendo competitividade por não conseguir acompanhar os preços dos produtos importados, que entram em maior número no mercado nacional, com a valorização do real. A queixa se dirige não só à situação do aço bruto, mas também à do aço contido em mercadorias de maior valor agregado, como veículos.

Segundo ele, esse cenário tende a se agravar considerando-se a existência de um excedente de produção de aço no mundo de 532 milhões de toneladas. “A base da cadeia está sendo atacada”, disse.

Para reverter essa situação, o IABr levou aos ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pedido para que seja nivelado o ICMS na importação, na faixa de 2% a 3%, o que eliminaria a guerra fiscal entre os estados. “Isso é vital para o setor”, afirmou.

A entidade também defende que o Inmetro possa efetuar “com liberdade” a verificação de conformidade dos produtos que entram no Brasil, visando a checar a qualidade e a segurança desses bens. Para Lopes, o setor siderúrgico deveria ter, nesse quesito, um tratamento diferenciado, em caráter emergencial. Para Lopes, isso significaria “um grau de defesa comercial mais consistente para o setor do aço brasileiro”.

Estudo da Fundação Getulio Vargas, entregue aos ministros pela entidade, revela que, em razão da valorização cambial de 30%, a proteção tarifária de 12% a 14%, definida para o aço, cai para – 20% a – 22%. O estudo evidencia, ainda, que, ao se combinar os efeitos da valorização do real com a desvalorização da moeda chinesa, a proteção tarifária atual do aço reduz-se a – 45%.

A expectativa de menor crescimento do mercado interno, em função do desaquecimento da economia como resultado das políticas monetárias restritivas, e a acirrada concorrência das importações, levaram o IABr a rever as projeções do setor para 2011. A entidade acredita que haverá redução na produção, “fruto da retração dos setores consumidores”.

A produção de aço bruto, por exemplo, deverá alcançar 36,3 milhões de toneladas, com expansão de 10,5%. Mas o aumento é aparente segundo Lopes já que o número representa redução de 0,8% em relação à previsão anterior de 39,4 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Brasil

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