(31/07/2011) – Um dos destaques no balanço apresentado pela Romi na semana passada foi a Unidade de Máquinas-Ferramenta. No período, foram vendidas 572 máquinas-ferramenta, volume 29,7% superior ao registrado no 1º trimestre de 2011 (448 unidades) e 6,3% superior ao 2º trimestre de 2010 (538 unidades). A receita operacional líquida da Unidade no período foi de R$ 110,2 milhões, 14,7% acima do trimestre anterior. O total de unidades vendidas no primeiro semestre, porém, registrou queda de 4,8%: 1.013 contra as 1.064 comercializadas no 1º semestre de 2010.
Os setores que apresentaram maior demanda pelos produtos desta unidade foram os segmentos de prestação de serviços de usinagem, indústria de máquinas e equipamentos, automobilístico, ferramentaria, energia e petróleo.
No 2º trimestre de 2011, a receita operacional líquida consolidada da empresa atingiu R$ 172,8 milhões, valor 3,1% superior ao mesmo período de 2010 e 24,5% maior do que o 1T11. A receita líquida da Unidade de Fundidos e Usinados apresentou avanço de 30,3% em relação ao 2º trimestre de 2010, enquanto a da Unidade de Máquinas para Plásticos apresentou queda de 26,8%, “decorrente principalmente da necessidade de promover descontos para manter o market share, frente à concorrência das máquinas importadas”.
Alteração de Projeções – No mesmo dia da apresentação do balanço, a Romi divulgou “fato Relevante” de alteração de projeções. “As projeções de resultado (guidance) para o ano de 2011 tiveram as seguintes alterações: (i) Crescimento da receita operacional líquida em relação ao ano de 2010 – de 10% a 20% para -5% a 0%; (ii) Margem EBITDA: de 12% a 18% para 6% a 8%; e (iii) Investimentos em ativo imobilizado (CAPEX): de R$35 milhões para R$20 milhões”
Segundo a empresa, “a redução em nossas projeções é decorrente dos baixos níveis da atividade industrial no Brasil e das atuais perspectivas para o segundo semestre de 2011”.