
(18/09/2022) – Durante a feira AMB, realizada na Alemanha, na semana passada, a Ceratizit apresentou uma ambiciosa estratégia de sustentabilidade. Com base nela, a empresa pretende se tornar líder em sustentabilidade nas indústrias de metal duro e de ferramentas de corte até 2025.
Thierry Wolter, membro do Conselho Executivo, se encarregou da apresentação das metas durante a coletiva de imprensa realizada no evento. Em sua opinião, “as mudanças climáticas são um dos maiores desafios do nosso tempo e estão exigindo que a indústria repense muitas de suas atividades”.
De acordo com o executivo, para que os clientes Ceratizit também possam produzir de forma mais sustentável, a empresa estabeleceu metas ambiciosas para seus próprios produtos e serviços. “Nossa visão é ser líder em sustentabilidade na indústria de metal duro e ferramentas de corte até 2025”, afirmou.
Para se tornar verdadeiramente sustentável, a Ceratizit irá, no futuro, olhar para toda a cadeia de valor no que diz respeito aos critérios ESG (ambiental, social e de governança), incluindo também a cooperação com parceiros. Na primeira fase, o foco será nos aspectos que têm maior efeito de alavancagem.
Redução da pegada de carbono
Para reduzir drasticamente sua própria pegada de carbono rapidamente, a Ceratizit irá se concentrar a princípio em três grandes bases. Para a empresa, a reciclagem é um fator decisivo, assim irá aumentar o uso de matérias-primas secundárias para mais de 95%. Comparado às matérias-primas primárias do minério, o processamento das secundárias requer 70% menos energia e reduz as emissões de CO2 em 40%. Um efeito colateral positivo é a salvaguarda da cadeia de fornecimento de matérias-primas, de modo que tanto os clientes quanto a própria empresa se beneficiam.
Outro foco está na fonte de energia. A Ceratizit planeja mudar a fonte de fornecimento de energia de todos as suas unidades para eletricidade verde a partir de energia eólica, solar e hídrica nos próximos anos.
Ainda no campo da energia, a empresa está interessada em empregar o hidrogênio, especialmente para a produção de pó de tungstênio. Até agora, o hidrogênio era obtido a partir de gás natural, o chamado hidrogênio “cinza”. Para o futuro, a Ceratizit planeja usar o hidrogênio azul (ou verde), que é produzido a partir da água por eletrólise com eletricidade verde. Para isso, a Ceratizit cooperará com seus fornecedores existentes e também construirá suas próprias usinas de eletrólise.
Primeiro marco: neutro em CO2 até 2025
O primeiro marco na implementação da nova estratégia é 2025, quando a empresa pretende não apenas ser neutra em CO2, ou seja, compensar todas as emissões ao longo de toda a cadeia de suprimentos. O objetivo é também reduzir as emissões reais em 35% em relação ao ano de referência 2020. A segunda etapa, 2030, prevê redução de 60% na comparação com 2020, com a incorporação de outras ações.
A meta mais ambiciosa, no entanto, é atingir o “net zero” até 2040 – meta prevista pelo Acordo Climático de Paris apenas para 2050. “Reduzir as emissões de CO2 ao longo de toda a cadeia de valor em pelo menos 75% até 2040 é, sem dúvida, um desafio. No entanto, visando as gerações futuras, não vemos outra alternativa para esse caminho e temos o prazer de também permitir que nossos clientes participem disso através de produtos como nossas hastes “GreenCarbide”, nossa premiada fresa SilverLine com fórmula sustentável, assim como uma ampla gama de serviços”, destacou Wolter.