São Paulo, 26 de junho de 2026

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01/06/2011

Importação de ferramentas já cresceu 57% em 2011

(01/06/2011) – A importação de ferramentas cresceu 57% no primeiro trimestre de 2011, em comparação ao mesmo período de 2010. A informação foi dada na abertura da Feimafe por Milton Rezende, presidente do Sinafer (Sindicato das Indústrias de Ferramentas), que qualificou esse processo como “um derrame de importados no mercado brasileiro”.

Um dos motivos apontados por Rezende é o processo de desindustrialização que está ocorrendo no Brasil. Segundo ele, multinacionais instaladas no País há mais de 40 anos estão deixando de produzir aqui, devidos aos altos custos, transformando as operações locais em centros de distribuição.

“Mesmo com o mercado aquecido e números que apontam um crescimento na produção da indústria brasileira, as empresas estão deixando de fabricar ferramentas aqui, alegando que em decorrência do Custo Brasil (dólar barato, carga tributária, juros altos e o custo da mão-de-obra) as mesmas deixaram de ser competitivas com as importadas”, informa o presidente do Sinafer.

“Uma ferramenta produzida no Brasil já custa mais de 25% do que uma ferramenta produzida nos Estados Unidos ou Europa, o que dirá na China”, explica. Assim, ao contrário do que se imagina, segundo Rezende, o Brasil não está sofre concorrência apenas da China, mas também de países europeus, Japão e Estados Unidos. “Com o encolhimento do mercado interno após a crise, os fabricantes de ferramentas desses países têm exportado para o Brasil a preços próximos de seus custos de produção. Só assim eles garantirão volume e, consequentemente, o emprego de seus cidadãos. Mas, em contrapartida, estão desempregando os brasileiros”. O setor, que em 2008 empregava no Brasil 282 mil trabalhadores, encerrou 2010 com 265 mil vagas.

Por outro lado, o setor sofre com a importação de peças e componentes prontos. “Se as peças vêm prontas do exterior, a ferramenta cai em desuso. Não tem o que produzir”, analisa. A ser mantido esse processo, na opinião de Rezende, o Brasil irá perder toda a tecnologia acumulada em mais de 40 anos. “Somente a reforma tributária poderia melhorar essa situação”.

PRODUchr38Ccedil;ÃO – O segmento de ferramentas apresentou queda de 8,4% no ritmo de produção no primeiro trimestre de 2011 quando comparado com igual período de 2010. Se comparado ao mesmo período de 2007, a defasagem é de 23%.

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