São Paulo, 26 de junho de 2026

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29/05/2011

Feimafe 2011: menos visitantes, mais negócios

(29/05/2011) – A Feimafe 2011, realizada na semana passada em São Paulo, deve ter deixado uma dúvida na cabeça de muitos visitantes e expositores. Comparada a edições anteriores do evento, corredores e estandes pareciam mais vazios. Com exceção de alguns pontos de aglomeração próximos às entradas, o Pavilhão de Exposições do Anhembi parecia amplo o suficiente para a principal exposição da América Latina do setor de máquinas, ferramentas, sistemas de automação e qualidade. Seria um sinal de menor interesse dos compradores, de desaquecimento do mercado?

Porém, olhando de outro ponto de vista, de dentro dos estandes ou mais precisamente a partir dos talões de pedidos, o movimento se mostrava superior a outras edições e acima das expectativas de boa parte dos fabricantes e distribuidores de máquinas – que é o setor que tradicionalmente fecha negócios na feira.

A fórmula usada na equação não está clara. Houve limitação das visitas? O uso da Internet para credenciamento inibiu os curiosos (segundo a organização dos 70 mil visitantes esperados, 64 mil já haviam se cadastrado previamente via Internet)? As longas filas de espera do estacionamento afugentaram o publico? O resultado no entanto parece claro: menos visitantes, mais negócios.

FEIRA ATÍPICA – O pequeno movimento de pessoas e negócios nos primeiros dias da feira chegou a preocupar a equipe da Deb´Maq. “Porém, a partir de quinta-feira houve uma virada muito boa nos negócios e cumprimos nossas metas”, disse Mauro Trevisan, gerente de Marketing e Relações Institucionais. Foram vendidas 142 máquinas até a manhã de sábado, segundo o gerente, que considerou a “feira atípica, com público bem focado, mas em menor número”.

Embora também tenha notado menor movimento de visitantes, Alcino Bastos, diretor da Okuma Latino Americana, comentou ter observado “uma vontade de investir que há tempos não via”. Durante a feira, a Okuma fechou vários negócios, incluindo as três máquinas em exposição. “Além disso, estabelecemos bons contatos que irão se transformar em negócios em breve, inclusive com empresas do Peru e Argentina que visitaram nosso estande”.

Stefan Lee, presidente do Grupo Megga – que montou quatro estandes na feira – também se referiu a menor visitação. No entanto, considerou o volume de negócios realizados bom: “dentro do esperado e acima do movimento da edição anterior”, disse. Em sua avaliação, o destaque foi para os negócios realizados no estande da Meggaforming, que atua no segmento de corte e conformação. “Esse mercado está muito aquecido”, frisou.

ACIMA DO PREVISTO – “Viemos com perspectiva muito positiva e estamos acima da expectativa”, dizia Décio Lima, diretor da DMG América Latina, na sexta-feira. A empresa, que optou nesta edição da Feimafe por focar a linha de maior conteúdo tecnológico, fechou a venda de várias máquinas, entre elas seis DMU 65 MonoBlock, de cinco eixos, que estava sendo lançada no evento.

Paulo Lerner, diretor da Bener, conta que a empresa se preparou para o evento formando estoque para oferecer máquinas com pronta entrega durante a feira. A estratégia deu resultado. Até a sexta-feira, a empresa já tinha comercializado máquinas de todos os modelos em exposição, sendo cerca de 50 máquinas convencionais e mais de 20 CNCs, incluindo uma fresadora portal de médio porte.

A Cosa Intermáquinas estabeleceu como meta para a Feimafe 2001 fechar US$ 6 milhões em negócios durante o evento, volume 20% acima da edição anterior. “Vamos superar esse objetivo”, disse Alex Robi, gerente de Vendas. Entre as máquinas vendidas na feira estavam o centro de usinagem horizontal Hyundai Wia, que estava sendo lançado na feira, e o robô de seis eixos HA 20, também da Hyundai.

Para Augusto Mestre, diretor comercial da Heller, merecia destaque a qualidade dos contatos realizados, assim como o resultado de vendas durante o evento, superior ao previsto. Foram comercializadas sete máquinas, uma delas resultado de um negócio iniciado e concretizado durante a feira, no valor de R$ 900 mil. No total, as vendas somaram cerca de R$ 7 milhões. “Mas vamos sair daqui com boa perspectiva de negócios futuros, a partir de contatos estabelecidos na feira”.

VENDAS À VISTA – Já a Cimhsa obteve na Feimafe 2011 o melhor resultado já alcançado pela empresa em uma feira. Foram mais de 120 máquinas vendidas, tanto da linha Clever (de máquinas convencionais), quanto da linha Travis (de CNCs). Vinicius Cordeiro, gerente Comercial, conta que a estratégia de formação de estoques para oferecer máquinas a pronta entrega na feira surtiu resultado. “Inclusive vendemos algumas unidades à vista, com valores entre R$ 350 e 500 mil”, informou.

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