
(15/05/2011) – Apesar de algumas interferências negativas – como o aumento do preço das resinas, taxa cambial etc. – o mercado de máquinas para plástico segue aquecido, como ficou demonstrado na semana passada, durante a realização da Brasilplast. Fabricantes e importadores fecharam bom volume de negócios no Anhembi.
Já no primeiro dia do evento, dia 9, empresas anunciavam ter concretizado a venda de máquinas e equipamentos, casos da HGR, Simco, Staübli e Seibt. “Não é comum fechar negócio no primeiro dia de feira. Estamos surpresos com as vendas e com a quantidade de visitas recebidas no estande”, afirmou Marcelo Magdalone da Silva, gerente geral da Stchr38auml;ubli, que vendeu dois robôs de pintura logo após a abertura da feira.
A Romi expos em seu estande sete máquinas, sendo quatro lançamentos: três injetoras, incluindo a Romi EL 300, elétrica, com capacidade de 300 t de força de fechamento, e a sopradora 425 para PET, totalmente automática. Segundo Hermes Lago, diretor de Comercialização de Máquinas, as novidades foram muito bem recebidas pelos visitantes. “E não poderia ser diferente. A Romi aproveita a sua proximidade com o mercado (atuamos com vendas diretas) para conhecer o que mercado quer, as necessidades dos clientes e associamos esse conhecimento às novas tendências tecnológicas para desenvolver nossos produtos”.
Segundo Lago, a feira possibilitou a concretização de bom volume de negócios, dentro do esperado pela empresa. “Talvez pudesse ser um pouco melhor, caso não tivessem surgido alguns ruídos no mercado, como a notícia de aumentos substanciais no custo das resinas, que terão impacto no preço dos produtos finais”, comentou. Apesar disso, acredita que a empresa cumprirá a meta de repetir em 2011 o patamar alcançado em 2008.
Melissa Casali, diretora da Steelmach, de Caxias do Sul, disse ter ficado surpresa com o nível e o volume de visitas que recebeu no estande. “Esta é a primeira Brasilplast de que participamos e ainda estamos desbravando o mercado de São Paulo. O movimento em nosso estande foi além do que havíamos previsto”, observou. “A feira é muito direcionada e foi muito boa para nós”, comentou, acrescentando que até o penúltimo dia do evento havia comercializado 10 máquinas, incluindo as duas injetoras em exposição: uma injetora Rhino de 128 t de força de fechamento e uma LG LS Mtron de 150 t, elétrica. “As duas em operação, trabalhando com moldes de peças técnicas”.
“Além do fechamento de alguns pedidos, fizemos inúmeros contatos que certamente irão gerar negócios nas próximas semanas, inclusive duas vendas para clientes da Argentina e Colômbia”, disse Cristian Villaverde, gerente-geral da Unimáquina. Empresa do grupo Cosa e representante no Brasil da LK, de Hong Kong, a Unimáquina mostrou pela primeira vez numa feira uma injetora com servomotor, a Potenza PT 850. De 850 t de força de fechamento, com 2 servos, a máquina tem como principal diferencial a possibilidade de fazer a dosagem com abertura e extração simultâneas.
A Meggaplástico também concretizou volume de negócios acima das expectativas. Em quatro dias de feira a empresa comercializou 40 máquinas e esperava fechar mais 10 contratos no último dia de exposição. Na avaliação de Marcelo Pruano, diretor Comercial, o bom movimento pode ser creditado a um conjunto de fatores. “O primeiro se refere ao que estamos mostrando na feira, caso da máquina de extrusão voltada ao segmento de construção civil. O segundo são os lançamentos de equipamentos de bom custo-benefício, caso da injetora com servomotor, de baixo consumo de energia e segurança adequada. E o terceiro é que o mercado está com vários segmentos aquecidos (construção civil, alimentício, utilidades domésticas, e higiene e cosmética), sendo que nós atuamos no Brasil inteiro com gama de equipamentos quer atende vários segmentos de mercado”.